Panorama Cultural Johann Peer

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Loss consolida força no rock e metal nacional em noite histórica da turnê “Discipline Of Doom”, dividindo palco com lenda do doom metal mundial.

 Banda mineira divide palco com lenda do doom metal e reforça projeção internacional em apresentações marcantes em São Paulo e Sorocaba.



A banda mineira Loss segue escrevendo um capítulo sólido e consistente dentro do rock pesado brasileiro. Formada em 2020, em Belo Horizonte, o grupo rapidamente conquistou espaço ao unir músicos experientes da cena underground e apresentar uma sonoridade madura que transita entre o hard rock e o metal tradicional.

Um dos momentos mais emblemáticos dessa trajetória recente aconteceu durante a turnê “Disciple Of Doom”, que trouxe pela primeira vez ao Brasil o lendário vocalista Robert Lowe, conhecido por sua passagem pelas icônicas Candlemass e Solitude Aeturnus.

Os shows ocorreram nos dias 10 e 11 de março nas casas La Iglesia e The Devil's Pub, respectivamente, com produção da Som do Dharma, liderada por Wellington e Susi dos Santos. O evento também contou com a participação da banda Midgard, ampliando o peso e a diversidade do line-up.

A apresentação da Loss foi marcada por intensidade, precisão e forte conexão com o público. Dividindo o palco com uma referência mundial do doom metal, a banda demonstrou segurança e personalidade — elementos que reforçam sua ascensão dentro do cenário nacional e internacional.

O show não apenas evidenciou a maturidade musical do grupo, mas também consolidou sua reputação como uma das bandas brasileiras mais preparadas para atuar em circuitos internacionais.

A Loss surgiu em um dos períodos mais desafiadores para a música ao vivo: a pandemia. Ainda assim, o trio formado por Marcelo Loss (vocal/baixo), Teddy Bronsk (bateria) e Adriano Avelar (guitarra) rapidamente transformou adversidade em oportunidade.

O EP Let’s Go (2020), produzido por Tue Madsen (conhecido por trabalhos com Meshuggah e Behemoth), abriu portas importantes. Já o álbum Storm(2022), lançado pela DyMM Records, consolidou a identidade sonora da banda.

A partir daí, vieram as turnês europeias. A primeira, em 2022, percorreu países da Península Ibérica. Já em 2025, com suporte da própria Som do Dharma, a Loss ampliou seu alcance com apresentações em cidades como Paris e Londres, incluindo o lendário Cart & Horses — palco histórico associado aos primórdios do Iron Maiden.

O momento atual da banda aponta para expansão. Além da repercussão da turnê “Disciple Of Doom”, a Loss prepara novos materiais, incluindo o aguardado álbum “Human Factore” o registro ao vivo “Live In London”, previsto para lançamento até o final do ano.

Com consistência artística, experiência de palco e reconhecimento internacional crescente, a banda reafirma seu papel como um dos nomes mais relevantes do rock pesado brasileiro contemporâneo.


“A Loss representa a força do underground brasileiro quando aliada à visão internacional — uma banda pronta para ocupar espaços cada vez maiores no cenário global.”- Johann Peer 






Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Lenda do Doom Metal incendeia Sorocaba em noite histórica no palco do underground nacional

 





Ícone do gênero, Robert Lowe protagoniza apresentação intensa no The Devil's Pub e reforça a força da cena brasileira

"Não foi apenas um show — foi um encontro visceral entre gerações e a essência mais pura do doom metal."

No último sábado, Sorocaba entrou para o mapa dos grandes momentos do metal em 2026. O The Devil's Pub foi palco do espetáculo “Discipline Of Doom”, reunindo fãs e entusiastas para uma apresentação que ficará marcada na memória do público.

No centro das atenções, estava Robert Lowe, reconhecido mundialmente por sua passagem pelas bandas Candlemass e Solitude Aeturnus. Com presença de palco sólida e interpretação carregada de emoção, o artista entregou uma performance que reafirma seu status como uma das vozes mais emblemáticas do gênero.

Acompanhado por músicos brasileiros, Lowe encontrou uma base instrumental consistente e precisa. Bruno Luiz (guitarra), Fábio Carito (baixo) e Rodrigo Abelha (bateria) construíram uma sonoridade densa e envolvente, sustentando o repertório com técnica e intensidade.

A sintonia entre os artistas foi um dos pontos altos da noite, evidenciando o potencial da colaboração entre músicos nacionais e nomes consagrados do cenário internacional.

Antes da atração principal, o público conferiu apresentações de bandas que vêm consolidando espaço na cena independente: Night Spell, Loss e Midgard. Com estilos distintos, os grupos demonstraram a diversidade e a vitalidade do metal produzido no Brasil, aquecendo o público para o momento principal da noite.

O evento foi realizado pela produtora Som do Dharma, liderada por Susi dos Santos. A iniciativa integrou uma turnê que também passou por São Paulo e Rio de Janeiro, reforçando o intercâmbio cultural e a valorização do metal ao vivo no país.

Após o show, o clima de celebração ganhou um capítulo especial. A convite da produção, Johann Peer, do Panorama Cultural, e Cesar Augusto, do Rock Brasileiro Underground, participaram de uma entrevista exclusiva com Robert Lowe.

Durante a conversa, o artista compartilhou reflexões sobre sua trajetória, destacou a energia do público brasileiro e comentou os caminhos atuais do doom metal no cenário global.

A apresentação no The Devil's Pub foi mais do que um espetáculo musical — representou um encontro entre culturas, gerações e a paixão pelo som pesado.

Eventos como esse reforçam a relevância da cena underground brasileira e mostram que o país segue como um dos territórios mais intensos e receptivos para o metal no mundo.


Canal Panorama Cultural por Johann Peer 


https://youtube.com/watchv=cv9JXK5wg4c&feature=shared

Agradecimentos:

Wellington, Susi dos Santos do Som do Dharma, Stephen (Vocalista) que nos auxiliou como intérprete da entrevista e a todos que fizeram esta icônica turnê Discipline of Doom com o Mestre Robert Lowe acontecer.

Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

LENDALA: a voz e a arquiteta da cultura independente que transforma arte, território e estratégia em potência coletiva

 

 




Artista e produtora cultural de Salvador, Letícia de Freitas consolida uma trajetória que une música, formação, comunicação estratégica e fortalecimento da cena periférica

Por Johann Peer


SALVADOR (BA)— Em um cenário em que a cultura independente brasileira ainda enfrenta escassez de recursos, dificuldade de circulação e invisibilidade institucional, algumas trajetórias se destacam não apenas pela produção artística em si, mas pela capacidade de criar estruturas de permanência, articulação e impacto real no território. É nesse contexto que se afirma a atuação de Letícia Costa de Freitas, conhecida artisticamente como LENDALA.


Artista, produtora cultural, estrategista e articuladora de redes, Letícia vem consolidando em Salvador uma presença que ultrapassa o campo da realização de eventos ou da atuação pontual na cena. Seu trabalho se organiza em torno de uma lógica mais ampla: fortalecer artistas, ampliar repertórios, construir espaços de circulação e desenvolver ferramentas concretas para a sustentabilidade da cultura independente.


Mais do que acompanhar a cena, LENDALA atua diretamente em sua arquitetura.


Cultura como estrutura, presença e transformação


Ao longo de sua trajetória, Letícia vem desenhando um modelo de atuação que integra arte, comunicação, pesquisa, formação e estratégia cultural como partes inseparáveis de um mesmo projeto de transformação.


Sua prática se distancia da visão limitada da cultura como simples entretenimento ou produto isolado. Em vez disso, ela a compreende como campo de pertencimento, mobilização, construção simbólica e reorganização coletiva da experiência urbana e periférica.


Esse entendimento se materializa em ações que buscam não apenas movimentar agendas ou produzir eventos, mas criar condições de existência e continuidade para artistas e projetos que frequentemente permanecem à margem dos grandes circuitos de visibilidade.


Uma atuação enraizada no território e voltada à cena independente


A força do trabalho da Artista e Produtora LENDALA está justamente em sua leitura do território. Sua atuação dialoga com as urgências da cena cultural soteropolitana e periférica, propondo caminhos mais orgânicos, acessíveis e conectados à realidade de quem produz arte fora dos centros tradicionais de legitimação.


Ao apostar em processos colaborativos e em redes de fortalecimento mútuo, Letícia se insere em uma geração de agentes culturais que compreende a produção como algo que vai além do palco: produzir também é pensar circulação, narrativa, pertencimento e permanência.


LENDALA como eixo de criação e articulação cultural


Entre os projetos que sintetizam essa visão está a própria construção de sua atuação sob o nome artístico LENDALA,  a partir da qual Letícia desenvolve projetos culturais independentes voltados à promoção de artistas, à convivência criativa e à circulação de diferentes linguagens.


A proposta nasce como resposta à necessidade de construir espaços de expressão e encontro fora das engrenagens mais engessadas da indústria cultural. Dentro dessa perspectiva, sua atuação articula música, poesia, artes visuais, formação e experiências coletivas, propondo ambientes em que a arte aparece como experiência viva e acessível.


Mais do que um selo de atuação, LENDALA se afirma como presença política, cultural e simbólica, ajudando a conectar pessoas, ampliar visibilidade e fortalecer trajetórias criativas a partir de uma lógica mais humana e territorial.


Sarau do Porto: arte como encontro, escuta e presença comunitária


Outro braço importante dessa caminhada está na produção e curadoria do Sarau do Porto, iniciativa que se consolida como espaço de expressão, circulação artística e valorização da cultura local.


O projeto reúne diferentes linguagens e promove o encontro entre artistas e comunidade, funcionando como um território de troca, escuta e afirmação da produção independente. Ao abrir espaço para criadores emergentes e incentivar a diversidade estética, o Sarau do Porto fortalece a cena cultural de base e amplia o acesso à experiência artística.


Mais do que uma programação cultural, o sarau se apresenta como um gesto de reconstrução de vínculos em um tempo marcado pela fragmentação social e pela precarização dos espaços de convivência.


Nesse contexto, a curadoria de Letícia revela um entendimento importante: **a arte também precisa ser pensada como espaço de partilha e presença coletiva**.


Autoria Marginal: comunicação como extensão da obra


Se a produção cultural cria o acontecimento, a comunicação é o que ajuda a garantir sua permanência. Foi a partir dessa percepção que nasceu a Autoria Marginal, estrutura criada por Letícia para desenvolver estratégias de comunicação, identidade e narrativa para artistas e projetos culturais independentes.


A iniciativa responde a uma fragilidade recorrente da cena alternativa: a dificuldade de transformar potência artística em presença pública consistente. Muitos projetos relevantes acabam tendo baixa circulação não por falta de qualidade, mas por ausência de clareza narrativa, posicionamento e construção estratégica de imagem.


Na Autoria Marginal, Letícia atua justamente nesse ponto de travessia, ajudando artistas e iniciativas a organizar:


* identidade

* linguagem

* narrativa

* posicionamento

* presença digital

* coerência estética


Mais do que divulgar, a proposta busca comunicar a essência da obra sem esvaziar sua singularidade.


SUBTERRA: pesquisa cultural como ferramenta de leitura e criação


Outro diferencial importante de sua trajetória está na dimensão investigativa de seu trabalho, materializada no SUBTERRA, núcleo de pesquisa voltado ao estudo de estéticas, narrativas e comportamentos na música e na cultura contemporânea.


O projeto se dedica à observação crítica de movimentos culturais, linguagens artísticas e dinâmicas do mercado, produzindo reflexões que ajudam a compreender transformações em curso no ecossistema criativo atual.


Essa camada analítica não aparece como algo distante da prática. Pelo contrário: ela alimenta diretamente processos de criação, comunicação e desenvolvimento de projetos.


Ao construir essa ponte entre leitura crítica e ação concreta, Letícia demonstra um entendimento sofisticado do cenário contemporâneo, em que produzir cultura também exige repertório, interpretação de contexto e inteligência estratégica.


Subestratégia Musical: método para fortalecer trajetórias autorais


Essa mesma lógica se desdobra na criação da Subestratégia Musical, metodologia voltada à construção de identidade, narrativa e posicionamento para artistas independentes.


Em um ambiente em que muitos músicos são empurrados para a improvisação permanente, a proposta surge como um caminho mais estruturado para organizar processos de desenvolvimento artístico e presença pública.


A metodologia articula dimensões como:


* estética

* comunicação

* coerência de linguagem

* narrativa artística

* posicionamento digital

* continuidade de trajetória


A iniciativa se mostra especialmente relevante em um tempo em que a carreira musical já não depende apenas da obra, mas também da capacidade de construir presença, leitura de si e consistência no ambiente público.


SYLLABUS: formação como ferramenta de autonomia cultural


Se existe um eixo que sintetiza de forma ainda mais profunda o compromisso de Letícia com a transformação cultural, esse eixo é a formação. É justamente nesse território que ganha força o SYLLABUS, proposta voltada à organização de trilhas de aprendizado em produção cultural, comunicação e estratégia artística.


A iniciativa foi criada para sistematizar conhecimentos práticos e torná-los acessíveis a jovens, artistas e agentes culturais que desejam atuar com mais autonomia dentro da economia criativa.


O alcance do projeto já demonstra sua relevância: mais de 460 pessoas ativas participam dessa construção formativa. Além disso, a expansão do trabalho deu origem ao Polo Mulheres da Arte Syllabus, que reúne mais de 120 mulheres em uma rede voltada ao fortalecimento, à troca de saberes e ao desenvolvimento coletivo.


Em um país onde o acesso à formação cultural e à profissionalização criativa ainda é profundamente desigual, o SYLLABUS se afirma como uma iniciativa de alto valor social, simbólico e político.


Formação, estratégia e cultura de base como projeto de futuro


A trajetória de Letícia Costa de Freitas se destaca justamente por não se limitar ao discurso sobre a importância da cultura. Seu trabalho cria estrutura, método, circulação e possibilidade real de continuidade.


Em um cenário em que muitos artistas e projetos culturais ainda enfrentam isolamento, invisibilidade e ausência de suporte, sua atuação demonstra que fortalecer a cultura também significa desenvolver:


* ferramentas

* redes

* repertório

* autonomia

* inteligência estratégica

* espaços de permanência


Ao integrar prática cultural, pensamento crítico e construção coletiva, Letícia vem ajudando a redesenhar as condições de existência da arte independente em seu território.




Na contramão da superficialidade e da lógica descartável que frequentemente atravessam o ambiente cultural contemporâneo, LENDALA constrói uma atuação marcada por profundidade, articulação e compromisso com o futuro.


Sua presença na cena independente soteropolitana revela não apenas uma produtora de projetos, mas uma formadora de caminhos, estrategista da permanência e articuladora de redes criativas.


Ao transformar arte em estrutura, comunicação em ferramenta de emancipação e formação em potência coletiva, Letícia reafirma um princípio essencial: a cultura só se fortalece de verdade quando cria condições para que mais pessoas possam existir, produzir e permanecer dentro dela.


E é justamente nesse ponto que seu trabalho deixa de ser apenas relevante — para se tornar necessário.




Serviço


**Nome artístico:** LENDALA

**Nome civil:** Letícia Costa de Freitas

**Cidade:** Salvador (BA)

**Atuação:** Arte, produção cultural, estratégia, formação e comunicação cultural


Frentes de atuação destacadas


* Produção cultural independente

* Curadoria e circulação artística

* Comunicação estratégica para artistas

* Pesquisa cultural

* Formação e desenvolvimento criativo

* Fortalecimento de redes periféricas


  





Por Johann Peer

Jornalista cultural, escritor, poeta, compositor e vocalista da banda **Peer & Inumanos**. Registro profissional: **MTB/SP 65.158**.



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