Panorama Cultural Johann Peer

quinta-feira, 30 de abril de 2026

MotorRock BR pisa fundo e transforma rock & country em espetáculo de atitude nos palcos paulistas

 




 Figurinos temáticos, postura performática e uma construção estética coerente fazem parte da identidade da banda, que entende o palco como espaço de impacto artístico e não apenas de execução musical.

Em tempos em que o show ao vivo exige presença e conceito, a Moto Rock BR demonstra compreender com clareza o valor da experiência completa.

“A Moto Rock BR não apenas toca: ela constrói atmosfera, presença e espetáculo.”

O projeto nasceu a partir de colaborações com a banda Rock Fun Legends, mas rapidamente consolidou uma identidade própria. Desde então, a Moto Rock BR vem ocupando espaço em festivais, eventos temáticos e palcos importantes da cena paulista e regional, reforçando sua versatilidade artística e seu potencial de expansão.

A banda já passou por eventos como Rock Fun Fest, São Paulo Rock Nation e Tennessee Fest, consolidando sua circulação em ambientes onde o rock, o country e as propostas híbridas encontram terreno fértil para crescimento.

Além disso, o trio também já dividiu a noite com nomes de forte projeção popular, como Edson & Hudson, Malta, João Bosco & Vinícius e George Henrique & Rodrigo. Essa convivência de palco evidencia uma característica central da banda: a capacidade de transitar entre nichos e dialogar com públicos distintos sem diluir sua essência.

Em um cenário cultural cada vez mais plural, essa flexibilidade se transforma em ativo artístico e estratégico.

Um dos trunfos da Moto Rock BR está em seu repertório. Longe de se limitar a uma simples sequência de covers, a banda constrói um setlist que busca criar narrativa, energia e identificação. O show reúne clássicos do rock, sucessos do country contemporâneo e momentos de interpretação autoral, costurados por arranjos modernos e envolventes.

Entre as influências que ajudam a desenhar essa assinatura musical estão nomes como Creedence Clearwater Revival, Johnny Cash, ZZ Top, Keith Urban, Foo Fighters e Chris Stapleton. O resultado é uma proposta que reverencia suas raízes sem soar presa ao passado.

A banda compreende que, hoje, não basta apenas revisitar referências: é preciso transformá-las em linguagem própria. E é justamente nesse ponto que a Moto Rock BR começa a se diferenciar dentro da cena independente.

“Entre o peso do rock e a vibração do country, a Moto Rock BR entrega um show feito para cantar, dançar e sentir o impacto da estrada.”

Os músicos por trás da potência do trio

A solidez da Moto Rock BR também está diretamente ligada à experiência de seus integrantes. Na linha de frente, Alexandre Fabbri assume voz e guitarra com intensidade, carisma e forte domínio de palco. Multi-instrumentista com mais de 15 anos de estrada, ele conduz a proposta artística da banda com entrega vocal e presença cênica marcante.

No baixo, Héctor Moraes contribui com peso, groove e sustentação musical, ajudando a consolidar a base sonora que conecta a força do rock à pulsação do country.

Já Guilherme Figueiredo, baterista técnico e versátil, acrescenta dinâmica, precisão e energia às apresentações. Com passagens por diferentes formações de rock, blues e pop, imprime ao show um ritmo pulsante e uma pegada consistente.

Juntos, os três músicos constroem uma engrenagem afinada, em que técnica, presença e comunicação com o público caminham lado a lado.

Com duração entre 60 e 90 minutos, a apresentação da Moto Rock BR foi desenhada para atender diferentes formatos de evento. O projeto se encaixa com facilidade em festivais de rock, encontros de country, programações de sertanejo universitário, casas de shows e eventos culturais de perfil híbrido.

A formação em power trio favorece a mobilidade e a eficiência de produção, enquanto o repertório e a estética ampliam o alcance da proposta. Soma-se a isso a disponibilidade de rider técnico e mapa de palco sob solicitação, o que reforça o caráter profissional do grupo e sua prontidão para novos circuitos.

Mais do que uma banda de nicho, a Moto Rock BR se apresenta como um projeto com potencial real de circulação em diferentes frentes do entretenimento musical brasileiro.

“Com carisma, técnica e identidade visual forte, a Moto Rock BR aposta em uma experiência de palco que conversa com públicos diversos.”

Uma banda para acompanhar de perto

Em um cenário onde autenticidade e presença artística se tornaram fatores decisivos, a Moto Rock BR demonstra estar em sintonia com o que o palco contemporâneo exige. A banda não se apoia apenas na nostalgia do rock ou no apelo imediato do country: ela transforma essas referências em um produto artístico vivo, pulsante e atual.

Ao unir repertório consistente, visual marcante e energia de performance, o trio paulistano se posiciona como uma das propostas mais interessantes dentro dessa fusão de linguagens que vem ganhando espaço no Brasil.

A estrada está apenas começando — mas a Moto Rock BR já deixa claro que veio para acelerar.

Com uma estética bem definida, repertório de impacto e forte apelo de palco, a MotorRock BR reafirma a potência da música ao vivo como experiência cultural e sensorial. Em um momento em que o público busca mais do que ouvir — busca viver o show —, a banda paulistana surge como um nome que merece atenção, palco e volume alto.



Serviço / Contato

MotorRock BR

📍 São Paulo – Brasil

📲 Instagram: @motorrockbr

📧 E-mail: banda.motorrockbr@gmail.com


Johann Peer é Jornalista responsável sob o n°65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Loss consolida força no rock e metal nacional em noite histórica da turnê “Discipline Of Doom”, dividindo palco com lenda do doom metal mundial.

 Banda mineira divide palco com lenda do doom metal e reforça projeção internacional em apresentações marcantes em São Paulo e Sorocaba.



A banda mineira Loss segue escrevendo um capítulo sólido e consistente dentro do rock pesado brasileiro. Formada em 2020, em Belo Horizonte, o grupo rapidamente conquistou espaço ao unir músicos experientes da cena underground e apresentar uma sonoridade madura que transita entre o hard rock e o metal tradicional.

Um dos momentos mais emblemáticos dessa trajetória recente aconteceu durante a turnê “Disciple Of Doom”, que trouxe pela primeira vez ao Brasil o lendário vocalista Robert Lowe, conhecido por sua passagem pelas icônicas Candlemass e Solitude Aeturnus.

Os shows ocorreram nos dias 10 e 11 de março nas casas La Iglesia e The Devil's Pub, respectivamente, com produção da Som do Dharma, liderada por Wellington e Susi dos Santos. O evento também contou com a participação da banda Midgard, ampliando o peso e a diversidade do line-up.

A apresentação da Loss foi marcada por intensidade, precisão e forte conexão com o público. Dividindo o palco com uma referência mundial do doom metal, a banda demonstrou segurança e personalidade — elementos que reforçam sua ascensão dentro do cenário nacional e internacional.

O show não apenas evidenciou a maturidade musical do grupo, mas também consolidou sua reputação como uma das bandas brasileiras mais preparadas para atuar em circuitos internacionais.

A Loss surgiu em um dos períodos mais desafiadores para a música ao vivo: a pandemia. Ainda assim, o trio formado por Marcelo Loss (vocal/baixo), Teddy Bronsk (bateria) e Adriano Avelar (guitarra) rapidamente transformou adversidade em oportunidade.

O EP Let’s Go (2020), produzido por Tue Madsen (conhecido por trabalhos com Meshuggah e Behemoth), abriu portas importantes. Já o álbum Storm(2022), lançado pela DyMM Records, consolidou a identidade sonora da banda.

A partir daí, vieram as turnês europeias. A primeira, em 2022, percorreu países da Península Ibérica. Já em 2025, com suporte da própria Som do Dharma, a Loss ampliou seu alcance com apresentações em cidades como Paris e Londres, incluindo o lendário Cart & Horses — palco histórico associado aos primórdios do Iron Maiden.

O momento atual da banda aponta para expansão. Além da repercussão da turnê “Disciple Of Doom”, a Loss prepara novos materiais, incluindo o aguardado álbum “Human Factore” o registro ao vivo “Live In London”, previsto para lançamento até o final do ano.

Com consistência artística, experiência de palco e reconhecimento internacional crescente, a banda reafirma seu papel como um dos nomes mais relevantes do rock pesado brasileiro contemporâneo.


“A Loss representa a força do underground brasileiro quando aliada à visão internacional — uma banda pronta para ocupar espaços cada vez maiores no cenário global.”- Johann Peer 






Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Lenda do Doom Metal incendeia Sorocaba em noite histórica no palco do underground nacional

 





Ícone do gênero, Robert Lowe protagoniza apresentação intensa no The Devil's Pub e reforça a força da cena brasileira

"Não foi apenas um show — foi um encontro visceral entre gerações e a essência mais pura do doom metal."

No último sábado, Sorocaba entrou para o mapa dos grandes momentos do metal em 2026. O The Devil's Pub foi palco do espetáculo “Discipline Of Doom”, reunindo fãs e entusiastas para uma apresentação que ficará marcada na memória do público.

No centro das atenções, estava Robert Lowe, reconhecido mundialmente por sua passagem pelas bandas Candlemass e Solitude Aeturnus. Com presença de palco sólida e interpretação carregada de emoção, o artista entregou uma performance que reafirma seu status como uma das vozes mais emblemáticas do gênero.

Acompanhado por músicos brasileiros, Lowe encontrou uma base instrumental consistente e precisa. Bruno Luiz (guitarra), Fábio Carito (baixo) e Rodrigo Abelha (bateria) construíram uma sonoridade densa e envolvente, sustentando o repertório com técnica e intensidade.

A sintonia entre os artistas foi um dos pontos altos da noite, evidenciando o potencial da colaboração entre músicos nacionais e nomes consagrados do cenário internacional.

Antes da atração principal, o público conferiu apresentações de bandas que vêm consolidando espaço na cena independente: Night Spell, Loss e Midgard. Com estilos distintos, os grupos demonstraram a diversidade e a vitalidade do metal produzido no Brasil, aquecendo o público para o momento principal da noite.

O evento foi realizado pela produtora Som do Dharma, liderada por Susi dos Santos. A iniciativa integrou uma turnê que também passou por São Paulo e Rio de Janeiro, reforçando o intercâmbio cultural e a valorização do metal ao vivo no país.

Após o show, o clima de celebração ganhou um capítulo especial. A convite da produção, Johann Peer, do Panorama Cultural, e Cesar Augusto, do Rock Brasileiro Underground, participaram de uma entrevista exclusiva com Robert Lowe.

Durante a conversa, o artista compartilhou reflexões sobre sua trajetória, destacou a energia do público brasileiro e comentou os caminhos atuais do doom metal no cenário global.

A apresentação no The Devil's Pub foi mais do que um espetáculo musical — representou um encontro entre culturas, gerações e a paixão pelo som pesado.

Eventos como esse reforçam a relevância da cena underground brasileira e mostram que o país segue como um dos territórios mais intensos e receptivos para o metal no mundo.


Canal Panorama Cultural por Johann Peer 


https://youtube.com/watchv=cv9JXK5wg4c&feature=shared

Agradecimentos:

Wellington, Susi dos Santos do Som do Dharma, Stephen (Vocalista) que nos auxiliou como intérprete da entrevista e a todos que fizeram esta icônica turnê Discipline of Doom com o Mestre Robert Lowe acontecer.

Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

LENDALA: a voz e a arquiteta da cultura independente que transforma arte, território e estratégia em potência coletiva

 

 




Artista e produtora cultural de Salvador, Letícia de Freitas consolida uma trajetória que une música, formação, comunicação estratégica e fortalecimento da cena periférica

Por Johann Peer


SALVADOR (BA)— Em um cenário em que a cultura independente brasileira ainda enfrenta escassez de recursos, dificuldade de circulação e invisibilidade institucional, algumas trajetórias se destacam não apenas pela produção artística em si, mas pela capacidade de criar estruturas de permanência, articulação e impacto real no território. É nesse contexto que se afirma a atuação de Letícia Costa de Freitas, conhecida artisticamente como LENDALA.


Artista, produtora cultural, estrategista e articuladora de redes, Letícia vem consolidando em Salvador uma presença que ultrapassa o campo da realização de eventos ou da atuação pontual na cena. Seu trabalho se organiza em torno de uma lógica mais ampla: fortalecer artistas, ampliar repertórios, construir espaços de circulação e desenvolver ferramentas concretas para a sustentabilidade da cultura independente.


Mais do que acompanhar a cena, LENDALA atua diretamente em sua arquitetura.


Cultura como estrutura, presença e transformação


Ao longo de sua trajetória, Letícia vem desenhando um modelo de atuação que integra arte, comunicação, pesquisa, formação e estratégia cultural como partes inseparáveis de um mesmo projeto de transformação.


Sua prática se distancia da visão limitada da cultura como simples entretenimento ou produto isolado. Em vez disso, ela a compreende como campo de pertencimento, mobilização, construção simbólica e reorganização coletiva da experiência urbana e periférica.


Esse entendimento se materializa em ações que buscam não apenas movimentar agendas ou produzir eventos, mas criar condições de existência e continuidade para artistas e projetos que frequentemente permanecem à margem dos grandes circuitos de visibilidade.


Uma atuação enraizada no território e voltada à cena independente


A força do trabalho da Artista e Produtora LENDALA está justamente em sua leitura do território. Sua atuação dialoga com as urgências da cena cultural soteropolitana e periférica, propondo caminhos mais orgânicos, acessíveis e conectados à realidade de quem produz arte fora dos centros tradicionais de legitimação.


Ao apostar em processos colaborativos e em redes de fortalecimento mútuo, Letícia se insere em uma geração de agentes culturais que compreende a produção como algo que vai além do palco: produzir também é pensar circulação, narrativa, pertencimento e permanência.


LENDALA como eixo de criação e articulação cultural


Entre os projetos que sintetizam essa visão está a própria construção de sua atuação sob o nome artístico LENDALA,  a partir da qual Letícia desenvolve projetos culturais independentes voltados à promoção de artistas, à convivência criativa e à circulação de diferentes linguagens.


A proposta nasce como resposta à necessidade de construir espaços de expressão e encontro fora das engrenagens mais engessadas da indústria cultural. Dentro dessa perspectiva, sua atuação articula música, poesia, artes visuais, formação e experiências coletivas, propondo ambientes em que a arte aparece como experiência viva e acessível.


Mais do que um selo de atuação, LENDALA se afirma como presença política, cultural e simbólica, ajudando a conectar pessoas, ampliar visibilidade e fortalecer trajetórias criativas a partir de uma lógica mais humana e territorial.


Sarau do Porto: arte como encontro, escuta e presença comunitária


Outro braço importante dessa caminhada está na produção e curadoria do Sarau do Porto, iniciativa que se consolida como espaço de expressão, circulação artística e valorização da cultura local.


O projeto reúne diferentes linguagens e promove o encontro entre artistas e comunidade, funcionando como um território de troca, escuta e afirmação da produção independente. Ao abrir espaço para criadores emergentes e incentivar a diversidade estética, o Sarau do Porto fortalece a cena cultural de base e amplia o acesso à experiência artística.


Mais do que uma programação cultural, o sarau se apresenta como um gesto de reconstrução de vínculos em um tempo marcado pela fragmentação social e pela precarização dos espaços de convivência.


Nesse contexto, a curadoria de Letícia revela um entendimento importante: **a arte também precisa ser pensada como espaço de partilha e presença coletiva**.


Autoria Marginal: comunicação como extensão da obra


Se a produção cultural cria o acontecimento, a comunicação é o que ajuda a garantir sua permanência. Foi a partir dessa percepção que nasceu a Autoria Marginal, estrutura criada por Letícia para desenvolver estratégias de comunicação, identidade e narrativa para artistas e projetos culturais independentes.


A iniciativa responde a uma fragilidade recorrente da cena alternativa: a dificuldade de transformar potência artística em presença pública consistente. Muitos projetos relevantes acabam tendo baixa circulação não por falta de qualidade, mas por ausência de clareza narrativa, posicionamento e construção estratégica de imagem.


Na Autoria Marginal, Letícia atua justamente nesse ponto de travessia, ajudando artistas e iniciativas a organizar:


* identidade

* linguagem

* narrativa

* posicionamento

* presença digital

* coerência estética


Mais do que divulgar, a proposta busca comunicar a essência da obra sem esvaziar sua singularidade.


SUBTERRA: pesquisa cultural como ferramenta de leitura e criação


Outro diferencial importante de sua trajetória está na dimensão investigativa de seu trabalho, materializada no SUBTERRA, núcleo de pesquisa voltado ao estudo de estéticas, narrativas e comportamentos na música e na cultura contemporânea.


O projeto se dedica à observação crítica de movimentos culturais, linguagens artísticas e dinâmicas do mercado, produzindo reflexões que ajudam a compreender transformações em curso no ecossistema criativo atual.


Essa camada analítica não aparece como algo distante da prática. Pelo contrário: ela alimenta diretamente processos de criação, comunicação e desenvolvimento de projetos.


Ao construir essa ponte entre leitura crítica e ação concreta, Letícia demonstra um entendimento sofisticado do cenário contemporâneo, em que produzir cultura também exige repertório, interpretação de contexto e inteligência estratégica.


Subestratégia Musical: método para fortalecer trajetórias autorais


Essa mesma lógica se desdobra na criação da Subestratégia Musical, metodologia voltada à construção de identidade, narrativa e posicionamento para artistas independentes.


Em um ambiente em que muitos músicos são empurrados para a improvisação permanente, a proposta surge como um caminho mais estruturado para organizar processos de desenvolvimento artístico e presença pública.


A metodologia articula dimensões como:


* estética

* comunicação

* coerência de linguagem

* narrativa artística

* posicionamento digital

* continuidade de trajetória


A iniciativa se mostra especialmente relevante em um tempo em que a carreira musical já não depende apenas da obra, mas também da capacidade de construir presença, leitura de si e consistência no ambiente público.


SYLLABUS: formação como ferramenta de autonomia cultural


Se existe um eixo que sintetiza de forma ainda mais profunda o compromisso de Letícia com a transformação cultural, esse eixo é a formação. É justamente nesse território que ganha força o SYLLABUS, proposta voltada à organização de trilhas de aprendizado em produção cultural, comunicação e estratégia artística.


A iniciativa foi criada para sistematizar conhecimentos práticos e torná-los acessíveis a jovens, artistas e agentes culturais que desejam atuar com mais autonomia dentro da economia criativa.


O alcance do projeto já demonstra sua relevância: mais de 460 pessoas ativas participam dessa construção formativa. Além disso, a expansão do trabalho deu origem ao Polo Mulheres da Arte Syllabus, que reúne mais de 120 mulheres em uma rede voltada ao fortalecimento, à troca de saberes e ao desenvolvimento coletivo.


Em um país onde o acesso à formação cultural e à profissionalização criativa ainda é profundamente desigual, o SYLLABUS se afirma como uma iniciativa de alto valor social, simbólico e político.


Formação, estratégia e cultura de base como projeto de futuro


A trajetória de Letícia Costa de Freitas se destaca justamente por não se limitar ao discurso sobre a importância da cultura. Seu trabalho cria estrutura, método, circulação e possibilidade real de continuidade.


Em um cenário em que muitos artistas e projetos culturais ainda enfrentam isolamento, invisibilidade e ausência de suporte, sua atuação demonstra que fortalecer a cultura também significa desenvolver:


* ferramentas

* redes

* repertório

* autonomia

* inteligência estratégica

* espaços de permanência


Ao integrar prática cultural, pensamento crítico e construção coletiva, Letícia vem ajudando a redesenhar as condições de existência da arte independente em seu território.




Na contramão da superficialidade e da lógica descartável que frequentemente atravessam o ambiente cultural contemporâneo, LENDALA constrói uma atuação marcada por profundidade, articulação e compromisso com o futuro.


Sua presença na cena independente soteropolitana revela não apenas uma produtora de projetos, mas uma formadora de caminhos, estrategista da permanência e articuladora de redes criativas.


Ao transformar arte em estrutura, comunicação em ferramenta de emancipação e formação em potência coletiva, Letícia reafirma um princípio essencial: a cultura só se fortalece de verdade quando cria condições para que mais pessoas possam existir, produzir e permanecer dentro dela.


E é justamente nesse ponto que seu trabalho deixa de ser apenas relevante — para se tornar necessário.




Serviço


**Nome artístico:** LENDALA

**Nome civil:** Letícia Costa de Freitas

**Cidade:** Salvador (BA)

**Atuação:** Arte, produção cultural, estratégia, formação e comunicação cultural


Frentes de atuação destacadas


* Produção cultural independente

* Curadoria e circulação artística

* Comunicação estratégica para artistas

* Pesquisa cultural

* Formação e desenvolvimento criativo

* Fortalecimento de redes periféricas


  





Por Johann Peer

Jornalista cultural, escritor, poeta, compositor e vocalista da banda **Peer & Inumanos**. Registro profissional: **MTB/SP 65.158**.



terça-feira, 7 de abril de 2026

Flores de Plástico e The Winter transformam a dor em poesia urbana no single “Lembranças”






Faixa nascida da melancolia amorosa aposta em lirismo cinematográfico, imagética urbana e profundidade emocional para reafirmar a força da sensibilidade dentro da cena independente contemporânea

Olho de destaque

Entre silêncios, ruínas afetivas e paisagens do Rio de Janeiro, “Lembranças” surge como um retrato intenso dos amores inacabados e da arte feita contra a lógica do descarte emocional.


CULTURA | MÚSICA | CENA INDEPENDENTE

Quando a memória dói, a arte responde

Há músicas que não apenas contam uma história — elas a fazem permanecer no ar, como se ainda estivesse acontecendo. “Lembranças”, novo single da banda carioca Flores de Plástico em colaboração com a multiartista The Winter, é exatamente esse tipo de obra: uma canção que transforma ausência em linguagem, silêncio em narrativa e dor em estética.

Em um cenário musical cada vez mais acelerado, efêmero e voltado ao consumo instantâneo, a faixa surge como um gesto raro de profundidade. Com forte carga poética, atmosfera cinematográfica e uma construção imagética marcada por fragmentos de memória, “Lembranças” se firma como uma peça sensível e ao mesmo tempo contundente dentro da produção independente atual.

Mais do que falar sobre o fim de um amor, a música mergulha naquilo que permanece depois dele: os vestígios, os objetos, os lugares, os vazios e as marcas emocionais que seguem ecoando quando já não há mais retorno possível.


Uma canção nascida do que não pôde ser resolvido

Segundo o músico e compositor Murillo Peres, “Lembranças” surgiu quando a dor deixou de ser apenas sentimento e passou a se organizar em imagens, cenas e sensações quase visuais.

“‘Lembranças’ nasceu no momento em que a dor deixou de ser só interna e começou a se manifestar em imagens muito vívidas. Quando a história passou a se organizar quase como cenas na cabeça, ficou claro que aquilo precisava virar música — porque só a música daria conta de traduzir esse tipo de sentimento.”

A fala ajuda a compreender a força central da faixa: ela não se constrói por explicação, mas por evocação. Em vez de descrever linearmente uma separação, a música recorre a símbolos e fragmentos do cotidiano para montar um verdadeiro roteiro emocional.

Fotos rasgadas, taças quebradas, um bilhete esquecido, um cigarro apagado num copo frio. Em “Lembranças”, são os restos que falam.


A beleza da dor sem romantizar a saudade

Um dos grandes méritos do single está justamente em não transformar a dor em adorno. A faixa reconhece a potência estética da melancolia, mas sem esvaziar o incômodo que ela carrega.

“A ideia nunca foi romantizar a saudade, mas encarar o que ela tem de incômodo, de inacabado. A gente quis mostrar a beleza estética da dor, mas sem suavizar o que ela realmente é.”

Esse posicionamento dá à música um peso raro. Em vez de oferecer conforto fácil ou nostalgia embelezada, “Lembranças” encara o afeto interrompido como ele é: confuso, suspenso, mal resolvido.

A canção, nesse sentido, se aproxima de uma geração marcada por vínculos intensos, porém frequentemente atravessados por silêncios, ambiguidades e encerramentos sem conclusão.

“‘Lembranças’ fala muito sobre esses afetos que não encontram um fim claro. Sobre como eles permanecem como ruído, como eco. É quase um retrato de relações que acabam sem fechamento, algo muito presente nas dinâmicas emocionais atuais.”

Mais do que uma canção romântica, o single se impõe como um documento afetivo contemporâneo.


Rio de Janeiro: cenário, símbolo e personagem emocional

Se “Lembranças” tem um poder tão visual, isso também se deve à forma como o Rio de Janeiro atravessa a faixa. A cidade não aparece apenas como ambientação geográfica — ela pulsa como extensão da própria emoção.

O mergulho no Arpoador, a presença do Cristo Redentor à distância, a sensação de beleza atravessada por vazio: tudo isso ajuda a construir a identidade da música e reforça sua força sensorial.

“O Rio de Janeiro influencia diretamente a estética da música. A cidade tem essa dualidade entre beleza e melancolia que conversa muito com a proposta da faixa. Ela não é só cenário, é parte ativa da emoção.”

Essa presença urbana não é decorativa. Ao contrário, ela amplia a canção e a aproxima de um imaginário em que cidade e sentimento se confundem — como se certas paisagens fossem capazes de guardar tudo aquilo que não foi dito.


Imagens que doem: os símbolos da ruptura

Poucas músicas recentes trabalham com tanta precisão o poder simbólico dos detalhes. Em “Lembranças”, o cotidiano vira arquivo emocional.

Versos como “o cigarro apagado num copo tão frio” e “o Cristo Redentor observando tudo à distância” condensam o desgaste, a distância e a impossibilidade de retorno. São imagens simples, mas devastadoras.

“Essas imagens funcionam como símbolos do desgaste emocional. O cigarro apagado, o copo frio, o Cristo observando — tudo isso reforça a ideia de distanciamento, de algo que já aconteceu e agora só pode ser observado, nunca vivido de novo.”

Essa escrita por fragmentos aproxima a faixa da poesia visual e do cinema independente, criando um universo em que cada objeto carrega memória, tensão e ausência.


Flores de Plástico e The Winter: um encontro de atmosferas

A parceria entre Flores de Plástico e The Winter não soa circunstancial — ela soa inevitável. Há na faixa uma unidade estética tão orgânica que o encontro parece fruto de um mesmo universo sensível.

Murillo conta que a colaboração nasceu de forma espontânea, após um show da banda na Audio Rebel, importante espaço da cena alternativa carioca.

“Depois de um show da Flores de Plástico na Audio Rebel, rolou uma conversa com a The Winter e surgiu a ideia de construir algo juntos. Desde o início, houve uma identificação estética e emocional muito forte.”

Na prática, cada projeto trouxe sua própria assinatura, mas sem delimitações rígidas. O resultado é uma fusão artística que fortalece a canção em vez de dividi-la.

“A Flores de Plástico trouxe essa base mais orgânica do Indie Rock e a The Winter acrescentou uma sensibilidade mais etérea e imagética. No fim, tudo se mistura de forma muito natural na faixa.”

Essa soma amplia a experiência de “Lembranças” e ajuda a consolidar a faixa como um trabalho de personalidade própria, forte atmosfera e identidade estética bem definida.


Silêncio também fala — e muito

Outro aspecto que torna “Lembranças” especialmente sofisticada é a maneira como a música lida com o vazio. Há espaços, pausas, respiros. E eles não estão ali por acaso.

“A gente trabalhou muito os espaços na música — tanto na letra quanto nos arranjos. O silêncio foi tratado como elemento narrativo, como se ele dissesse aquilo que as palavras não conseguem.”

Essa escolha revela maturidade composicional e reforça o caráter contemplativo do single. Em tempos de excesso, “Lembranças” aposta no intervalo. Em tempos de hiperestímulo, escolhe o eco.

Essa decisão também pode ser lida como um gesto de resistência dentro do próprio mercado musical.

“Apostar em uma música mais densa e contemplativa hoje é quase ir contra a lógica do consumo rápido — e isso faz parte da identidade do projeto.”

Num ambiente em que a arte é frequentemente pressionada a ser imediata, rápida e descartável, a faixa reivindica tempo, profundidade e permanência.


Um retrato da sensibilidade como resistência

Ao falar de “Lembranças”, Murillo também toca em uma discussão maior: o lugar da poesia, da melancolia e da sensibilidade dentro da cena independente atual.

“A sensibilidade e a melancolia são essenciais. Elas criam profundidade em meio a um cenário muitas vezes acelerado e superficial. A cena independente ainda é um espaço onde isso pode existir com mais liberdade.”

A declaração não é pequena. Ela aponta para o papel da música independente como território de experimentação, verdade e densidade emocional — especialmente em um momento em que tanto da produção cultural é atravessado pela urgência de performance, viralização e permanência curta.

“Lembranças”, nesse contexto, não é apenas uma canção sobre uma ruptura amorosa. É também uma afirmação estética: a de que ainda há espaço para a arte que não tem medo de sentir fundo.


Do single ao cinema: uma obra que pede imagem

Se a música já nasce imagética, não surpreende que exista o desejo de expandi-la para outras linguagens. Segundo Murillo, esse caminho está não apenas no horizonte, mas no próprio DNA da faixa.

“Desde o início, ‘Lembranças’ foi pensada quase como uma peça audiovisual. Existe uma vontade real de expandir isso para clipes, visualizers ou até outros formatos narrativos.”

A declaração confirma algo que já se percebe na escuta: “Lembranças” não se encerra apenas no som. Ela pede imagem, pede desdobramento, pede tela.

E essa expansão não deve parar por aí. A parceria entre Flores de Plástico e The Winter também abre caminho para novos encontros artísticos e para a continuidade de um universo criativo já bastante coeso.

“A colaboração abre portas, com certeza. Existe uma possibilidade real de novos trabalhos juntos, além de uma continuidade estética tanto para a Flores de Plástico quanto para a The Winter. O público pode esperar mais mergulhos nesse universo sensível e cinematográfico.”


O que fica quando tudo acaba?

Talvez a pergunta central de “Lembranças” seja essa: o que sobra quando o amor termina, mas não termina direito?

A resposta da música não é objetiva — e justamente por isso ela é poderosa. O que fica são ruídos, paisagens, objetos, ecos, lacunas e marcas. Fica o que não coube numa despedida limpa. Fica o que não teve fim, apenas distância.

“A gente espera provocar uma reflexão sobre como algumas experiências marcam mais pelo que não foram do que pelo que foram. Sobre aceitar que nem tudo vira uma lembrança bonita — e tudo bem.”

É nesse gesto de honestidade que “Lembranças” encontra sua maior força. A canção não quer maquiar a dor, nem embalá-la para consumo romântico. Ela quer nomear o desconforto, estetizar a ausência e permitir que o ouvinte se veja dentro dela.

E isso, em arte, é das formas mais poderosas de conexão.


O rock como verdade e permanência

Ao encerrar a entrevista, Murillo Peres deixa uma mensagem que funciona quase como manifesto para quem deseja iniciar na música — especialmente dentro do bom e velho rock and roll.

“Escuta muita coisa, desde clássicos como Led Zeppelin, The Rolling Stones e Ramones até bandas atuais e independentes — isso vai te dar repertório e identidade. Mas não fica só copiando: usa essas referências como ponto de partida para encontrar o seu som.”

“Outra coisa essencial é tocar com outras pessoas. Banda é troca, é erro, é evolução coletiva. O rock nasceu disso — de gente se juntando em garagem pra fazer barulho e, sem perceber, criar algo verdadeiro.”

“E talvez o mais importante: não romantiza só o palco. Tem muito ensaio vazio, muita frustração, pouca grana no começo. Mas se você realmente gosta, isso tudo vira combustível.”

“Rock and roll é mais verdade do que perfeição. Então seja honesto no que você cria — porque é isso que conecta.”

Talvez seja justamente essa verdade que faz de “Lembranças” uma faixa tão relevante. Em vez de buscar fórmula, ela busca presença. Em vez de perseguir perfeição, escolhe profundidade.

E, num tempo em que quase tudo passa rápido demais, isso já é, por si só, um ato de permanência.



A união entre a banda Flores de Plástico e a multiartista TheWinter resulta em “Lembranças”, um single que mergulha em afetos interrompidos, silêncios emocionais e imagens urbanas que transformam dor em arte. Com atmosfera cinematográfica, lirismo sensível e forte identidade estética, a canção propõe uma escuta íntima e visual, típica das obras que ultrapassam o formato de música e se aproximam de uma experiência sensorial. Johann Peer 


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*Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também, vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS. 

MotorRock BR pisa fundo e transforma rock & country em espetáculo de atitude nos palcos paulistas

   Figurinos temáticos, postura performática e uma construção estética coerente fazem parte da identidade da banda, que entende o palco como...