Cantora da cena underground paulista fala sobre influências como RBD e Kelly Key, composições autorais, identidade artística e o impacto do Projeto FOX em sua trajetória.!
Cantora, compositora e produtora da cena independente de São Paulo, Sakura constrói sua trajetória unindo pop-rock, experiências pessoais e engajamento social. Natural de Cajazeiras (PB) e criada em São José dos Campos (SP), a artista fala sobre suas primeiras influências musicais, o processo criativo e os projetos sociais que marcam sua carreira.
A paixão pela música começou cedo. Ainda na infância, em Cajazeiras (PB), Sakura se encantou com o fenômeno pop mexicano RBD, mas foi ao ouvir Kelly Key que decidiu que se tornaria cantora.
A mudança para São José dos Campos aos seis anos trouxe um choque cultural que, segundo ela, foi suavizado pela própria infância. Aos nove anos, já criava melodias “em uma língua inexistente”, como um ritual pessoal durante o trajeto para o judô.
Aos 12, escreveu sua primeira música completa em inglês, reflexo da forte influência da música internacional em sua formação. “A inspiração foi natural”, afirma.
Entre os singles que marcaram sua trajetória estão “De Mim Terá o Melhor”, “Vai Crer” e “Amor Indescritível” — este último construído ao longo de três fases da vida, unindo composições feitas em 2014, 2019 e 2025. A artista destaca que esse processo fragmentado trouxe identidade à obra.
Suas referências transitam entre o pop e o pop-rock nacional, citando influências como Sophia Abrahão, além de elementos presentes em suas inspirações juvenis.
Além da música, Sakura possui formação na área da enfermagem, escreveu livros digitais educativos e apresentou trabalhos científicos. Para ela, a área da saúde impacta diretamente sua sensibilidade artística.
“A enfermagem ensina cuidado, atenção e empatia. Levo isso para minha arte e para minhas ações filantrópicas”, destaca.
Após vivenciar um episódio de violência em 2023, a artista passou a atuar em causas sociais. A chamada Lei Fox propõe restrições à posse de animais por condenados com base na Lei Maria da Penha. Já a Fundação Fox, criada em 2025, presta suporte a protetores e instituições de defesa animal.
A iniciativa nasceu em homenagem ao seu cachorro, vítima de violência. Para Sakura, arte e responsabilidade social caminham juntas.
Ao analisar o cenário musical atual, a artista acredita que o crescimento passa pela profissionalização. “Precisamos somar forças com quem entende da indústria”, afirma.
Ela também destaca a importância da comunidade na música independente brasileira, vista como espaço de construção de amizades e redes de apoio.
Com mais de 20 mil visualizações nas plataformas digitais, Sakura se considera um nome forte da cena underground paulista. Para os próximos anos, projeta viver exclusivamente da música e lançar seu álbum.
A mensagem que deixa aos novos artistas resume sua filosofia:
“Não deixe para começar depois. Se permita
ser ruim para se tornar bom.”
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