Panorama Cultural Johann Peer

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Sakura: do pop juvenil à filantropia, a artista que transforma vivências em música e causa social

 


Cantora da cena underground paulista fala sobre influências como RBD e Kelly Key, composições autorais, identidade artística e o impacto do Projeto FOX em sua trajetória.!

Cantora, compositora e produtora da cena independente de São Paulo, Sakura constrói sua trajetória unindo pop-rock, experiências pessoais e engajamento social. Natural de Cajazeiras (PB) e criada em São José dos Campos (SP), a artista fala sobre suas primeiras influências musicais, o processo criativo e os projetos sociais que marcam sua carreira.

A paixão pela música começou cedo. Ainda na infância, em Cajazeiras (PB), Sakura se encantou com o fenômeno pop mexicano RBD, mas foi ao ouvir Kelly Key que decidiu que se tornaria cantora.

A mudança para São José dos Campos aos seis anos trouxe um choque cultural que, segundo ela, foi suavizado pela própria infância. Aos nove anos, já criava melodias “em uma língua inexistente”, como um ritual pessoal durante o trajeto para o judô.

Aos 12, escreveu sua primeira música completa em inglês, reflexo da forte influência da música internacional em sua formação. “A inspiração foi natural”, afirma.

Entre os singles que marcaram sua trajetória estão “De Mim Terá o Melhor”, “Vai Crer” e “Amor Indescritível” — este último construído ao longo de três fases da vida, unindo composições feitas em 2014, 2019 e 2025. A artista destaca que esse processo fragmentado trouxe identidade à obra.

Suas referências transitam entre o pop e o pop-rock nacional, citando influências como Sophia Abrahão, além de elementos presentes em suas inspirações juvenis.

Além da música, Sakura possui formação na área da enfermagem, escreveu livros digitais educativos e apresentou trabalhos científicos. Para ela, a área da saúde impacta diretamente sua sensibilidade artística.

“A enfermagem ensina cuidado, atenção e empatia. Levo isso para minha arte e para minhas ações filantrópicas”, destaca.

Após vivenciar um episódio de violência em 2023, a artista passou a atuar em causas sociais. A chamada Lei Fox propõe restrições à posse de animais por condenados com base na Lei Maria da Penha. Já a Fundação Fox, criada em 2025, presta suporte a protetores e instituições de defesa animal.

A iniciativa nasceu em homenagem ao seu cachorro, vítima de violência. Para Sakura, arte e responsabilidade social caminham juntas.

Ao analisar o cenário musical atual, a artista acredita que o crescimento passa pela profissionalização. “Precisamos somar forças com quem entende da indústria”, afirma.

Ela também destaca a importância da comunidade na música independente brasileira, vista como espaço de construção de amizades e redes de apoio.

Com mais de 20 mil visualizações nas plataformas digitais, Sakura se considera um nome forte da cena underground paulista. Para os próximos anos, projeta viver exclusivamente da música e lançar seu álbum.

A mensagem que deixa aos novos artistas resume sua filosofia:

“Não deixe para começar depois. Se permita

 ser ruim para se tornar bom.”

https://linktr.ee/cantorasakura
https://www.instagram.com/cantorasakura
https://youtube.com/@cantorasakura?si=ugKIsFD1LSBB1xzh
https://open.spotify.com/artist/3zdj6AlYpqSgCh8w1WfCjn?si=f2gcoQ1oR5m8ySTLlupRpQ


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Distraught: mais de três décadas transformando thrash metal em denúncia social



Da cena underground de Porto Alegre aos palcos internacionais, banda gaúcha consolida trajetória marcada por atitude, crítica e resistência sonora a





rmada no início dos anos 1990, em Porto Alegre (RS), a Distraught construiu uma carreira sólida dentro do thrash metal brasileiro ao longo de mais de três décadas. Nascida em meio ao efervescente circuito underground, a banda transformou influências clássicas do gênero em uma identidade própria, marcada por letras politizadas, energia de palco e reconhecimento internacional. Entre discos, turnês e momentos históricos — como dividir o palco com o Megadeth —, o grupo segue ativo, usando a música como ferramenta de protesto em um mundo atravessado por crises sociais, ambientais e humanas.


Raízes no underground e paixão pelo som pesado


A Distraught surgiu em 1990, quando a cena do metal extremo ainda se articulava por meio de fanzines xerocados, demais enviadas pelo correio e divulgação artesanal de shows. Segundo o guitarrista André, o início foi despretensioso: jovens músicos movidos pela paixão pelo som pesado e pelo desejo de se divertir.


As primeiras referências vieram de bandas como Suicidal Tendencies e S.O.D., mas logo o thrash metal se tornou a linguagem definitiva do grupo. Slayer, Exodus, Kreator, Metallica e Sepultura ajudaram a moldar o caminho inicial, sem apagar a busca por uma identidade própria. Com o tempo, a banda passou a desenvolver sua própria “fórmula” de composição, consolidando um som agressivo, técnico e autoral.


Discos, estrada e afirmação artística

O primeiro álbum cheio, Nervous System (1998), marcou o ingresso definitivo da Distraught no circuito nacional de shows. Lançado de forma totalmente independente, com tiragem de 1.500 cópias, o disco foi amplamente enviado pelo correio para rádios e veículos internacionais, ampliando o alcance da banda além do Brasil.


Antes disso, a participação em um split CD com Scars e Zero Vision, pelo selo Encore Records, e a presença em coletâneas da revista Planet Metal ajudaram a fortalecer o nome do grupo no underground. Já o registro ao vivo Live Black Jack, gravado de maneira quase acidental, evidenciou a força da banda nos palcos — característica frequentemente elogiada pela crítica especializada.


A virada de chave veio com Behind the Veil, álbum que levou a Distraught a uma turnê de um mês pelo Brasil em 2005. Para André, foi nesse momento que a banda encontrou definitivamente sua identidade sonora. O reconhecimento veio também da imprensa: a revista Roadie Crew apontou o grupo como uma das grandes revelações do thrash metal brasileiro da década.


 Metal como protesto e consciência social


Mais do que velocidade e peso, a Distraught sempre tratou o thrash como instrumento de crítica. Desde o início, as letras abordam temas como corrupção, violência urbana, alienação social e sofrimento psíquico. Para o vocalista Ricardo, essas narrativas nascem da vida real e refletem um sistema que normaliza desigualdade e repressão.


Essa postura fica evidente em Locked Forever, álbum que dialoga diretamente com a história dos manicômios brasileiros e com o livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex. O trabalho denuncia décadas de exclusão e desumanização na psiquiatria nacional, conectando música extrema a memória social.


A expansão internacional também ampliou a percepção da banda sobre sua própria obra. Com o lançamento de Unnatural Display of Art no Japão, pelo selo Spiritual Beast, e turnês pela Argentina, a Distraught passou a dialogar com públicos de diferentes culturas. Segundo Ricardo, ver pessoas de outros países reagindo às mesmas músicas reforçou a universalidade das emoções transmitidas pelo som.


Momentos emblemáticos, como dividir o palco com o Megadeth em Porto Alegre, durante a turnê de 20 anos de Rust in Peace, marcaram a trajetória do grupo. O elogio de Dave Mustaine nos bastidores funcionou como validação artística e fortaleceu a autoconfiança da banda.


Visualmente, a identidade da Distraught também se consolidou com capas assinadas por Marcelo Vasco, construídas a partir dos conceitos líricos de cada álbum. Paralelamente, o grupo se permite revisitar clássicos, como Helter Skelter (Beatles) e músicas do Motörhead, reinterpretando essas obras sob o espírito rebelde do metal.


Nos trabalhos mais recentes, temas como depressão e saúde mental ganham destaque, como em Crucified Life, refletindo o impacto das pressões contemporâneas e da hiperestimulação provocada pelas redes sociais.


O EP conceitual inVolution aprofunda essa abordagem ao relacionar cada faixa simbolicamente aos cinco elementos da natureza, inspirado por tragédias ambientais como as enchentes no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal. A obra propõe uma leitura crítica da regressão humana diante do colapso ambiental.


A bandeira do Thrash metal como resistência permanente


Após mais de 30 anos de estrada, a Distraught segue criativamente inquieta e politicamente ativa. Para André, a motivação continua sendo apontar o que está errado e provocar reflexão. Ricardo resume o espírito da banda: fazer thrash metal é, acima de tudo, protesto.


Em um cenário de crise moral, ambiental e social, o grupo reafirma seu compromisso com o peso, a pressão e a denúncia — transformando riffs acelerados em consciência crítica.


A discografia da Distraught está disponível nas principais plataformas digitais, e novidades sobre lançamentos e shows podem ser acompanhadas pelas redes oficiais da banda.


Matéria exclusiva com André e Ricardo da lendária banda de Trash Distraught para Johann Peer, jornalista responsável sob n°65.158 MTB/SP com a colaboração de Johnny Z. Johann também é vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

D.O.S., Metallstein e JC Pactus ocupam o Woodstock Rock Store em noite de metal autoral e resistência cultural

 




São Paulo recebe, no dia 21 de fevereiro, três forças do underground paulista em um encontro marcado por crossover, thrash e atitude crítica.

A lendária banda paulista de trashcore D.O.S. – Deformação da Sociedade, ao lado das bandas Metallstein e JC Pactus, se apresenta no próximo 21 de fevereiro, a partir das 15h, no tradicional Woodstock Rock Store, no centro de São Paulo. O evento reúne três propostas autorais do metal nacional em uma tarde dedicada à música extrema, à denúncia social e à valorização da cena independente.

Com mais de três décadas de trajetória, a D.O.S. retorna aos palcos em 2025 com formação renovada e o mesmo discurso combativo que marcou sua origem no final dos anos 80. Fundada por Edson Khaos, a banda nasceu como resposta direta à violência urbana e às injustiças sociais, transformando indignação em música por meio de um crossover que mistura hardcore, thrash e punk.

Atualmente formada por Edson Neves (vocal), Diego Barreto (guitarra), Daniel Gobbo de Souza (baixo) e Vander (bateria), a D.O.S. mantém uma produção marcada por riffs agressivos, letras politizadas e postura crítica diante das estruturas de poder. Temas como feminicídio, opressão sistêmica e colapso ético atravessam sua discografia, que inclui os EPs Feminicídio, Feminicídio II e Prenúncio do Caos, além do CD Denunciando as Mazelas da Sociedade, distribuídos em mais de 100 plataformas digitais pelo selo Rádio Word.

A faixa “Happy Die” tornou-se um dos principais hinos do grupo, integrando coletâneas como Cooperativa Punk e Cristo Suburbano. Ao longo da carreira, a banda passou por diversas formações e dividiu palco com nomes históricos do metal nacional, como Salário-Mínimo, mantendo presença constante no circuito underground.

Completam o line-up as bandas Metallstein e JC Pactus, fortalecendo uma programação que valoriza o rock autoral e reafirma o papel da música como ferramenta de expressão, resistência e identidade cultural.

Em um cenário marcado pelo esvaziamento artístico e pela padronização do mercado, o show no Woodstock Rock Store se apresenta como um espaço de confronto estético e político — onde o underground segue vivo.

Como define Edson Neves:“As injustiças continuam as mesmas. O que mudou foi a forma como tentam silenciar quem denúncia. A banda existe porque o sistema ainda falha com os mais vulneráveis.”

SERVIÇO

🎸 D.O.S. – Deformação da Sociedade + Metallstein + JC Pactus

📅 21 de fevereiro (sexta-feira)

🕒 A partir das 15h

📍 Woodstock Rock Store

Rua Dr. Falcão Filho, 155 – São Paulo/SP – CEP 01007-010

📞 (11) 3101-7297

Evento dedicado ao metal autoral e à cena und

erground paulista.

A lendária banda de Trashcore paulista D.O.S. – Deformação da Sociedade e Bandas Metallstein e JC Pactus se apresentam no icônico WOODSTOCK ROCK STORE





D.O.S. – Deformação da Sociedade: quando o crossover vira denúncia e resistência

Do caos urbano ao grito coletivo: mais de três décadas transformando indignação em música extrema.

Nascida entre becos violentos, silêncios cúmplices e estruturas sociais em colapso, a D.O.S. (Deformação da Sociedade) não é apenas uma banda — é um manifesto sonoro. Forjada no final dos anos 80 e início dos 90, a trajetória do grupo atravessa décadas de mudanças políticas, culturais e musicais sem jamais abandonar sua essência: confrontar a opressão, denunciar injustiças e amplificar vozes silenciadas através de um crossover brutal e consciente.

Em 2025, a D.O.S. retorna com formação renovada e a mesma fúria que a fez nascer. Ame ou odeie: eles não vão se calar.

A gênese da D.O.S. está diretamente ligada a uma experiência traumática vivida por seu fundador, Edson Khaos. Após deixar sua antiga banda — onde atuava como baixista — Edson testemunhou uma agressão brutal contra uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O Justiceiro, encontrou na música o canal para transformar revolta em ação. Ali surgia a essência da D.O.S.: uma banda criada para denunciar as mazelas sociais e enfrentar um sistema corrompido.

A formação original contou com Mauro (vocal), Edson Khaos (baixo), Claudomiro e André (guitarras) e Val (bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André migra para o baixo, e a sonoridade passa a incorporar influências do crossover hardcore finlandês, somadas à agressividade do thrash americano e alemão.

Os anos 90 foram marcados por pausas e reformulações. Em 1999, sob nova liderança com Rodrigo Artourios e Juliana, a banda retorna mergulhando em um hardcore mais cru e direto, consolidando presença no underground paulista, com apresentações no Hangar 110 e destaque na revista Metal Head.

Em 2011, Edson Khaos reassume o comando, motivado pela constatação de que as injustiças que o impulsionaram nos anos 80 permaneciam intactas. Com Diego (guitarra), Danielson (baixo) e Wander (bateria), lançam em 2012 o álbum Deformação da Sociedade e, em 2013, o EP Prenúncio do Caos. Em 2014, dividem palco com a lendária Salário Mínimo.

A banda passa por diversas formações, incluindo músicos como Dogma (ex-Soldado Nuclear), Thiago (ex-Extreme Hate) e o retorno de Val à bateria. O trio Edson, Claudomiro e Val mantém vivo o som combativo por um período importante.

Em 2017, durante o show “Calvário”, Daniel ingressa na banda, trazendo sua noiva Vania para o baixo. A D.O.S. participa de eventos como Crash Church, Independência Fest Rock e Festival Fim do Mundo, além de integrar a coletânea Cristo Suburbano Vol. 5. Nesse ciclo, lançam o EP Feminicídio, reforçando o engajamento com pautas urgentes.

Após novo hiato, o grupo ressurge em 2022 com o EP Acertos de Conta, ao lado de Walter (guitarra), Wagner (baixo) e Léo (bateria), todos ex-Porão 9. Em 2023, seguem ativos com Daniel, Josias e Déo, participando de eventos como Refúgio Moriah e Refúgio do Rock. Dessa fase nasce o projeto paralelo Couraça da Justiça.

Agora, em 2026, a D.O.S. retorna mais afiada do que nunca:

Edson Neves (vocal), Diego Barreto (guitarra), Daniel Gobbo de Souza (baixo) e Vander (bateria) formam a nova linha de frente.

Análise / Crítica técnica:

Musicalmente, a D.O.S. constrói seu discurso através de riffs cortantes, bateria seca e vocais rasgados que dialogam com o hardcore, thrash e punk crossover. Não há espaço para ornamentos: o som é direto, agressivo e politizado.

A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da banda, figurando em coletâneas como Cooperativa Punk e Cristo Suburbano, extrapolando seus próprios lançamentos.


As letras abordam temas como:


• Violência contra a mulher

• Opressão sistêmica

• Colapso ético das estruturas de poder

A discografia distribuída pelo selo Rádio Word — presente em mais de 100 plataformas digitais — inclui:

1) FEMINICÍDIO – EP. – Link: https://found.ee/doscrossover_feminicdio 

2) FEMINICÍDIO II – EP - Link: https://distribuasuamusica.lnk.to/Feminicidio-II 

3) Prenuncio do Caos – EP – Link: https://found.ee/doscrossover_prennciodocaos 

4) Denunciando as Mazelas da Sociedade – CD. – Link: 

https://found.ee/doscrossover_denunciandoasmazelasdasociedade 

Cada lançamento reafirma o compromisso da banda com uma arte que incomoda, provoca e exige posicionamento.

Entrevistas / Contexto

Para Edson Khaos, a D.O.S. sempre foi mais do que música:

“As injustiças continuam as mesmas. O que mudou foi a forma como tentam silenciar quem denúncia. A banda existe porque o sistema ainda falha com os mais vulneráveis.”

Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas neutralizadas pelo mercado, a D.O.S. se mantém como uma trincheira cultural.

Eles não fazem trilha sonora para distração. Fazem para despertar.

A D.O.S. não busca consenso. Busca confronto.

Com mais de três décadas de história, múltiplas formações e uma obra profundamente engajada, o grupo segue como uma das vozes mais coerentes do underground brasileiro. Seu crossover não é apenas estilístico — é político, social e humano.

Em 2025, enquanto muitos se calam, a D.O.S. grita.

Ame ou odeie!

O D.O.S. é o terror do Papa Leão XIV.

E eles não vão parar.



Dia 21/02 A partir das 15:00

WOODSTOCK ROCK STORE

Endereço: Rua Dr. Falcão Filho 155, São Paulo, SP - CEP: 01007-010

Telefone: (11) 3101-7297


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