Panorama Cultural Johann Peer

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Luana Laubeski: Artífice dos Versos e Cidadã do Mundo




Poeta, Luana Laubeski começara a escrever quando ainda era bem menina. Ela queria escrever letras de música e fazia várias poesias, com muitas melodias na minha cabeça, mas não tocava nenhum instrumento.Um dia virá que tinha tantos poemas escritos, que uma amiga lhe disse: acho que você deve publicar um livro! E assim foi...Suas referências literárias são os poetas de cabeceira, Fernando Pessoa, Haroldo de Campos, Shakespeare, Lorca, Borges... E influências são os poetas da minha adolescência, Cazuza, Arnaldo Antunes, Renato Russo e o teatro de forma geral.Luana prova que tem gosto para escrever no estilo mais surrealista possível, onde existe uma certa automatização do processo artístico, no sentido de que não pode interromper a criação artística e voltar nela quando se para de compor, o projeto se finaliza.Ela gosta de escrever assim, de uma vez, sem pensar muito, até o fim, se não encontra o fim da poesia é porque ela não está pronta na cabeça como pensamento e então este não chega ao papel.Esqueçe-se dela e raras vezes volta a reler rascunhos poéticos. Mas alguma e outra vez, os utiliza como inspiração para algo totalmente novo.A Poeta afirma que escrita não há diferença entre gêneros, exceto pela percepção individual de cada autor. A escrita é um trabalho solitário e muito intimo. Já com relação a percepção de qualidade entre autores do ponto de vista do leitor, acredita,que como em tudo, as pessoas têm a tendência a acreditar que os homens são melhores que as mulheres. Se dá mais credibilidade ao homem do que a mulher, se lê mais homens do que mulheres.Hoje em dia lê mais mulheres e escritores desconhecidos.Quanto ao empoderamento,diz ser uma questão muito complexa e o seu TCC na faculdade de Filosofia, aborda esse tema. Ela crê que o dito empoderamento feminino não empodera do ponto de vista do valor autônomo da mulher. A mulher, infelizmente ainda não é um ser autônomo quanto ao seu valor, seu valor ainda é dado desde um ponto de vista masculino. Para ela soa falso, travestido de masculino, onde a mulher busca ter o valor do homem e não seu valor genuíno. Mas sendo um sujeito oprimido é normal que a sua referência de ideal seja o próprio opressor.Ela,exemplifica o advento da pílula anticoncepcional mudou a vida das mulheres e foi um marco na luta feminista.Porém,ressalta que a pílula também deveria ser voltada para o público masculino e ambos decidirem pela concepção ou não, havendo igualdade de condições.Na sua visão o empoderamento feminino ainda é machista por que ser mulher ainda é definido pela visão masculina.Sobre sua cidadania a autora afirma que é cidadã brasileira e espanhola.Tendo como país de adoção é a Espanha, onde passou a maior parte da vida adulta. Estados Unidos é o país onde mora no momento,devido serem a família e os avós paternos norte-americanos.Ela cita que Estados Unidos e Brasil têm muito mais em comum do que se pensa. Brasil adora copiar especialmente naquilo que lá não funciona. Ambos países sofrem consequências graves de um neoliberalismo desenfreado, porém este ao ser mais rico, consegue esconder um pouco mais estas consequências do neoliberalismo, embora cada dia fica mais difícil disfarça-los. Sobre a questão do despertencimento indentitários não se resolve apenas com a inclusão da literatura dos grupos minoritários na educação nacional, mas isso já seria um bom passo. À questão antropológica cultural em um país como o Brasil é muito complexo, e cada país a realidade é diferente. Básicamente, fazer com os governantes que decidem o caminho que a educação deve seguir, incluam a cultura minoritária de forma integrada e não excludente. A literatura, assim seria um dos caminhos, assim como as outras artes são partes desse processo.Segundo Luana, tudo faz parte do cotidiano das crianças que vão à escola. O problema é que esta não é a formadora integral da educação de um ser humano, ela só uma é parte. Não se pode dizer que a escola não ensina, se os pais não leem em casa, por exemplo. O hábito da leitura se adquire no lar. Os maiores leitores o são porque viam seus pais, tios e avós lendo livros. As crianças aprendem por osmose em casa.Luana Laubeski recebera o premio como melhor representante da literatura brasileira aqui em Los Angeles, sendo um reconhecimento a um trabalho que requer muito empenho e dedicação. A Poeta encerra dizendo que as pessoas que querem seguir o caminho da arte é o seguinte: “Não espere a que alguém estipule qual é o teu valor, que alguém te diga que você é bom ou tem talento, defina dentro de você, com critica e cautela qual é o seu valor e a partir dai, defina o seu caminho.”


Johann Peer é Jornalista responsável pelo número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

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