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1) Qual fora o seu primeiro contato com as artes, especialmente a música?
Mafra: Sempre fui cercada de música desde muito cedo, minha mãe toca piano e eu nasci na Bahia, em Porto Seguro, e morei na maior parte da minha infância em Arraial d' Ajuda, uma cidade pequena e repleta de bares e restaurantes com música ao vivo, inclusive nas praias. E minha mãe dava aulas de inglês presenciais, em casa, sempre muito dinâmicas e com música, a maioria rock, o que me fez conhecer muitas bandas e artistas como Queen, Cindy Lauper, Beatles, Creedence, The Cure, etc desde muito cedo, porque eu costumava ficar atrás da porta para ouvir as aulas escondida.
2) Quais suas principais influências e referências que te inspiram a cantar, tocar e
compor aos 16 anos?
Mafra: Na verdade acabei de fazer 15 anos (em setembro de 2021), e comecei a compôr aos 13 anos, foi uma válvula de escape para problemas que eu enfrentei durante um longo e difícil período na escola. As primeiras músicas eram muito sombrias, depois eu fui começando a canalizar outros sentimentos também, e comecei a conseguir compôr falando não só sobre o que me machucava, mas também sobre o que me fazia bem. Hoje me pego do nada com uma idéia nova, e imediatamente vou pro meu quarto para escrever e desenvolver tanto a letra quanto a melodia, vêm muito naturalmente.
3) Qual a sensação e a importância para você Mafra, de ser uma das jovens e
talentosas revelações no Rock Paulista, e nacional atualmente?
Mafra: Não me considero exatamente uma revelação, na verdade não curto certos rótulos ou coisas do tipo, acho isso muito do ego e não estou na música por ego ou fama, e sim por amor ao que faço. Tenho orgulho sim, de ter composto minha primeira autoral em Japonês estudando sozinha, mas não me acho melhor do que ninguém por causa disso, apenas sou verdadeiramente dedicada e apaixonada pelo que faço. E quero poder fazer um trabalho de qualidade mesmo, e também sonho em poder contribuir para jogar uma luz na cena nacional do Rock e do Metal, em especial, que considero um dos melhores do mundo. Nossas Bandas Brasileiras não devem absolutamente nada em termos de qualidade em relação às bandas internacionais, e merecem ser mais vistas, ouvidas, divulgadas e valorizadas.
4) Qual a importância da sua família, em especial da tua mãe na sua carreira como Artista, e qual exemplo você pretende passar para a atual e futuras gerações com o teu fazer musical e artístico?
Mafra: Minha mãe sempre me mostrou a importância da música na formação de uma pessoa em todos os níveis, e eu acho que deveria ser matéria obrigatória nas escolas, pois é tão fundamental quanto as outras que estudamos obrigatoriamente. Ela sempre me apoiou e apoia em tudo o que eu quero fazer, e esse apoio da família faz toda a diferença pra que a gente persista, porque as portas fechadas são muitas e gente pra desestimular é o que não falta, infelizmente. Se eu puder ser um exemplo, que seja de que ninguém tem que "nascer pronto" pra ser vitorioso na vida, e sim que qualquer pessoa que se esforçar, estudar e se dedicar para alcançar seus objetivos tem chances sim de vencer e realizar seus sonhos.
5) A Mafra, fora uma das atrações ao Tributo de 54 anos da lendária Made In Brasil.
Fale sobre como fora essa experiência para você, e o que essa experiência lhe
representa.
Mafra: Fiquei extremamente honrada em ser convidada para esse Tributo à Banda Made in Brazil, que é uma lenda viva na história do Rock Brasileiro, foi uma das melhores surpresas do ano e da minha vida também; pois além do convite para cantar uma música da Made, eu tive o privilégio de poder fazer um arranjo original e apresentá-lo, e foi uma imensa alegria saber que o próprio Oswaldo Vecchione ficou feliz com o resultado.
6) Quais propostas e mensagens que a Artista Mafra pretende mostrar para o seu público, e se tem algum projeto surgindo nesse ínterim?
Mafra: Muitos projetos infelizmente foram perdidos por causa da pandemia, porém outros surgiram e alguns nós conseguimos salvar e adiar, e em 2022 terei muitas novidades pra mostrar, entre novas autorais e participações em shows de Bandas de renome da cena nacional.
7) Como você analisa a cena e o mercado nacional independente hoje? O que fazer para melhorar?
Mafra: Como eu disse numa resposta anterior, o Brasil é repleto e muito rico de talentos no Rock e no Metal, que não só o mundo mas os próprios brasileiros precisam conhecer! Melhoraria muito se as empresas entendessem que existe sim um público imenso e fiel a esse segmento, e investissem mais em patrocinar festivais voltados para o público do Rock e do Metal. Mas com bandas de rock e metal de fato, e não apenas um festival com rock no nome mas com bandas de outros estilos diferentes, uma coisa segmentada, eu tenho certeza que daria muito certo.
8) Deixe tua mensagem para o público e leitores do blog PANORAMA CULTURAL
Mafra: Gratidão aos leitores do blog PANORAMA CULTURAL pela oportunidade de chegar até vocês e falar um pouco sobre o meu trabalho, muito sucesso pra Revista e o que precisar podem contar comigo. E a minha mensagem final é: procurem seguir e conhecer mais o trabalho dos Artistas e Bandas Brasileiras, tenho certeza absoluta que vocês irão se surpreender. O Rock não está morto, nunca esteve, muito pelo contrário, está mais vivo do que nunca!
Johann Peer é Jornalista responsável pelo número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

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