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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Marcello Pompeu do Korzus: Sangrando Metal na Alma!

 






1) Marcello Pompeu, quando e qual fora teu primeiro contato com o Rock e suas mais variadas vertentes, especialmente o Metal? 

Meu primeiro contato foi ouvindo o q um vizinho ouvia....ele punha ac/dc muito alto nos fins de semana e tbm slade ao vivo.....eu tinha por volta de 14 anos e odiava rock pauleira( como era chamado o estilo na época), e gostava mais de Black music e os sucessos das fms da época.

2) A partir disso como se descobrira cantando, e quais suas primeiras influências e referências neste estilo?

Fui descobrir o metal e posteriormente o canto metal em meados de 1981/1982.Na escola onde fui estudar, lá tinha muitos headbangers.Tipo uns 15 q me influenciaram diretamente.Influência musical foi mais Venom e logo depois o Slayer. Mas gostava das bandas mais pesadas de Ac/dc, Judas, Iron Maiden, Motorhead a Pink Floyd.

 3) Em meados de 1983, com o provisório nome de “Hand Of Doom”, surge a Korzus, (tirado no sentido literal), da porta do armário do então, saudoso baterista Zema, e escrita pelo guitarrista Marcos Kekas, da banda Ethan. Como fora o início dessa rica quanto épica trajetória na História do Metal?


Não tenho esse papo de época "rica", éramos garotos q queria amos ter uma banda, nos sentir de alguma forma como nossos ídolos, queríamos sair do air-guitar para os instrumentos de verdade, algo assim, não tínhamos de forma alguma uma visão profissional ou comercial da coisa, apenas víamos por pura paixão.

4) Em apenas dois anos de fundado, a Korzus é uma das convidadas a participar da Coletânea “SP Metal 2”,lançada pela Baratos Afins (do nosso grande Amigo, Produtor e Incentivador, Luís Calanca), “Guerreiros do Metal” (uma das duas de suas faixas do disco) de convertera em um verdadeiro hino para os headbangers de então, fato este que ajudara a catapultar a Korzus, no cenário nacional, em 1986, com a gravação e lançamento do álbum “Korzus-Ao Vivo”(Devil Discos). Disserte sobre esta experiência, Mr.Pompeu.

Aqui as coisas começaram a mudar, a visão ainda pequena, o som melhorou, a formação da banda tbm, como citou já tínhamos 2 anos de existência e ensaíavamos muito, entrar no sp Metal foi surpreendente para nós e nós colocou como a banda principal da nossa galera, foi uma felicidade muito grande para todos nós da banda e pra nossa turma a TTC.


5) Após o precoce e abrupto desaparecimento do baterista Zema,(posteriormente substituído por Roberto Sileci,”Betão”, a Korzus passara a compor repertório autoral em língua inglesa, e em 1989, lançará o álbum “Pay For Tour Lies”, entretanto o Marco definitivo que consolidou a banda Korzus, entre umas das maiores do mercado fonográfico no ano de 1991, se dera com “Mass Illusion”(ambos pela Gravadora Devil Discos),de onde fora produzido o primeiro videoclipe da banda, para a faixa “Agony”. Relate-nos sobre estes acontecimentos e o que representara para vocês.

“Mass Ilussion” vem em um momento difícil para todos brasileiros com Fernando Collor, Zélia e o lance de apenas ficar 50 conto em nossas contas bancárias e o resto confiscado de certa forma na época que quebrou o país e o comércio.”Mass Ilussion”,vem com uma temática bem social , bem crítica sobre nossa situação no país. Foi um disco de bastante sucesso cultuado até hoje, nos possibilitou a ver o mercado com outros olhos, nos dar cancha, nos relacionamos com pessoas mais importantes na música e pudemos aprender muito com isso, rodamos o Brasil e a Europa com essa tour, foi demais , acho q fundamental para nós.

6) Marcello Pompeu, trace um paralelo entre a primeira turnê internacional do Korzus,”Mass Illusion European Tour 92”, passando pela estreia em palcos norte-americano, ao lado de grandes atrações de peso do Metal mundial, como Biohazard e S.O.D.! Posteriormente, no ano de 1996, como uma das principais e grandes nomes do Monsters Of Rock, que rendera o CD gravado ao vivo: “Live At Monsters Of Rock”, até as participações mais que honrosas e especiais, do saudoso e inesquecível vocalista, André Matos, na faixa “Evil Sight”, e do guitarrista Andreas Kisser colaborando em outras.

Putz meu, tudo isso são conquistas, aprimoramento, história e vontades da banda, cada qual em sua época, não dá pra relacionar uma a outra, mas acho q sem uma não teria a outra , é como uma escada e cada situação um degrau, oportunidades que surgiram e fizemos , a mass tour 82 foi bem under um desbravamento , uma apresentação da banda em outros países , a tour América uma oportunidade num momento de transformação da banda q nos levou a outro momento musical que começaria no palco do Monsters em 98 com uma nova formação e com uma maturidade sonora bem grande para nós, já o disco feito no festival foi para marcar essa conquista, são sabíamos que chegaríamos a 38 anos de carreira e quisemos marcar esse momento em nossa história.

7) Fale-nos sobre o primeiro DVD do Korzus: ”Vídeo História”,(com 29 faixas) e sobre o álbum “Discipline Of Hate”, gravado e lançado mundialmente em 2010,(após um hiato de seis anos), pela gravadora alemã AFM Records.

O DVD , inclusive o único até então, foi coisa do Silvio, kkkkkkk, juntando coisas, gravações antigas em vídeo, editando de uma forma q fizesse sentido, DVD era novidade, como não dava para fazermos um de um show foi dessa forma

O “Discipline” foi um salto grande pra nossa carreira, estávamos num momento que caímos para o underground da época , muitos anos sem gravar nada novo, Silvio saindo da banda, não éramos mais vistos como na época do “Mass Ilussion”ou do Korzus, tínhamos que recuperar tudo,e só com um grande lançamento , com um substituto a altura do Silvio e um direcionamento profissional grande que não dependia somente da gente....aí surgiram o Antônio e o Gerard da nuclear blast, um pra tocar guitarra e o outro pra empresariar a banda.A princípio o Gerard viu a gente na seletiva do metal “Battle do Wacken” promovido pela Road Crew onde o”Torture”conseguiu a vaga para ir ao festival. Nós perdemos a vaga , mas ganhamos um empresário que modificou tudo. Fizemos um ótimo álbum. Conseguimos um bom contrato internacional. Viramos uma banda empresa. Crescemos rapidamente e voltamos a ser o Korzus do “Mass”. Que culminou no Rock In Rio de 2011. De lá pra cá a banda se mantém entre os grandes do metal Brasileiro.

8) Marcello Pompeu e a Korzus, avançando a linha do tempo, em 2011. Como fora pisar e fazer tremer o Palco do Rock N”Rio e neste mesmo ano participar do documentário “Brasil Heavy Metal”? E em 2019, presenciar a edição e lançamento da obra literária: ”Korzus-Guerreiros de Metal”, de autoria do escritor Maurício Panzone, descrevendo a trajetória da banda, desde a sua fundação em 1983 até os estágios mais recentes?

O Rock In Rio, é um marco na nossa carreira , participar do maior fest do planeta ė surreal, mas pelo que estava acontecendo naquela época era inevitável o convite, e posteriormente a contratação, foi um momento mágico, recebemos a notícia logo que chegamos ao Brasil após uma tour na Europa.Já o livro outro projeto inusitado que há anos queríamos fazer e o Maurício transformou em realidade e ė um sucesso, basicamente tudo que estou falando aqui nessa entrevista , tem no livro.

9)Além de uma das referências e vozes do Metal e compositor, você também faz história como Produtor, como por exemplo, ao vencer o Grammy Latino-2009-categoria Melhor Álbum Cristão em Língua Portuguesa, com o disco “Depois da Guerra”, Oficina G3.Pode ter surpreendido a teus inúmeros fãs e admiradores da cena do Metal e Rock tradicional, assim diríamos. Mas, e para você especificamente mudara muita coisa em questão de gêneros e estilos, entre trabalhar com a música de linha secular e a música cristã? Ou não interfere absolutamente, no seu modo de ser e agir, como um dos grandes representantes do Metal nacional e internacional?

Independentemente para mim, acho que o público é quem gosta de classificar as coisas, eu encarei como mais um trabalho e que acabou se transformando no único Grammy da música Metal brasileira. Tenho muito orgulho desse trabalho. E de ter de alguma forma feito história junto ao Oficina G3, e a serviço do Metal brasileiro.

10) Atualmente, entre outros artistas e bandas do universo Rock em geral, você produz a Lepra Punk, liderada pelo vocalista e mentor, Reverendo Duda. Nos conte como é o processo de trabalho com eles, e aborde em linhas gerais, o que mudou para o bem ou para o mal, na cena Rocker brasileira e mundial, dos anos 80 para cá.

Foi bem legal, um disco totalmente old school, gravado praticamente ao vivo como antigamente, sem edições, samplers , tunagems, fora da curva atual.Basicamente um desafio já q a anos não fazia um trabalho dessa forma, fora que todos da banda são bem legais e fácil de trabalhar, quanto as mudanças , não sei te dizer porque me adapto a todos os momentos de mudança global e vivo o hoje,olhando para o amanhã e o ontem fica no ontem.Prefiro o q sou hoje , o que posso ser amanhã melhor do que fui ontem.

11) Finalizando, Marcello Pompeu, deixe teu recado para o público de todas as tribos do Rock Brazuca, e dê um salve aos leitores assíduos do Panorama Cultural, por favor.

Muito obrigado pelo espaço, muito sucesso ao blog Panorama Cultural e muito metal na veia, beijo no coração de todos, IS WE!

E desde já, nos sentimos muito honrados com a tua presença, através da presente

 entrevista.

*Matér

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