Panorama Cultural Johann Peer

terça-feira, 19 de maio de 2026

🎸 Eric Galdyanz: A VOZ do Mestre e o tempo como aliado: a resistência vocal e artística no novo capítulo do Atakhama

 






Com mais de quatro décadas dedicadas ao heavy metal, o vocalista, vocal coach e artista Eric Galdyanz segue ativo e reflexivo diante dos desafios da música contemporânea. À frente da banda Atakhama, ele apresenta o álbum “Time” como um manifesto de perseverança, autenticidade e maturidade artística, reafirmando sua trajetória que atravessa continentes, estilos e gerações.

A história de Eric Galdyanz se confunde com a própria evolução do heavy metal na América Latina. Iniciada ainda nos anos 1980, sua formação musical foi profundamente influenciada pelo ambiente familiar e por referências clássicas do gênero. “A música está no sangue, meu pai foi um grande violinista, e cresci rodeado de músicos feras”, relembra. Ainda jovem, já interpretava clássicos de bandas como Judas Priest, Scorpions, Uriah Heep e Deep Purple, moldando uma identidade vocal que carrega até hoje.

Ao longo de sua trajetória, Eric passou por diversas bandas, acumulando experiências que definiram seu perfil artístico. “Disciplina, perseverança e identidade são valores que mantenho até hoje”, afirma, ao relembrar sua passagem por projetos como Cizania, Detroit, Arqueus e Crosskill.

Sua carreira ganhou novos contornos com a mudança para o Chile, onde integrou grupos importantes da cena local, como Alquimia e Cathalepsy. Foi nesse período que consolidou sua presença internacional e ampliou seu alcance artístico. “Alquimia impulsionou ainda mais minha carreira de volta no meu país”, destaca.

Paralelamente à atuação nos palcos, Eric também se firmou como vocal coach, contribuindo para a formação de novos talentos. A prática pedagógica, segundo ele, impacta diretamente sua performance: “É um constante crescimento. Nada forçado — naturalidade é a questão”.

No Atakhama, a diversidade cultural dos integrantes não é obstáculo, mas sim elemento agregador. O processo criativo segue uma dinâmica colaborativa, onde cada músico contribui com ideias que convergem para uma identidade comum: o heavy metal.

Apesar das raízes latino-americanas, Eric revela que sua conexão musical sempre esteve mais alinhada à tradição anglo-europeia. “Não existe nada nas minhas composições que se assemelhe com o mundo latino-americano”, afirma, com franqueza.

O single “Sema”, primeiro lançamento da banda, não atingiu o impacto esperado, algo que o vocalista atribui à falta de investimento e divulgação. Ainda assim, a banda seguiu em frente, consolidando sua proposta artística.

O álbum *“Time” surge como um trabalho profundamente pessoal. Mais do que um registro musical, o disco carrega marcas de superação. Durante o processo de gravação, Eric enfrentou sérias complicações de saúde após contrair COVID-19 duas vezes. “Fiquei de 8 a 9 meses abalado pelos problemas nos pulmões”, revela.

Mesmo com limitações físicas, ele seguiu com as gravações: “Entrei no estúdio com 50% das minhas capacidades”. O resultado, segundo ele, é honesto e direto, ainda que distante do ideal vocal que gostaria de ter alcançado.

O conceito do álbum gira em torno da resiliência: “Nunca desistir, acreditar e entender que o tempo determina a sua essência”. A proposta musical acompanha essa ideia, apostando na simplicidade e autenticidade, sem excessos técnicos ou produções artificiais.

Com olhar experiente, Eric não hesita em fazer críticas ao cenário atual do heavy metal. Para ele, há uma repetição excessiva de fórmulas e uma valorização equivocada de estilos vocais menos técnicos. “Quem grita em vez de cantar tenta esconder o que não consegue fazer”, dispara.

Ainda assim, mantém esperança no futuro do Atakhama: “Não desisto de pensar que talvez exista uma boa chance para esse projeto”.

Aos 60 anos e com mais de 40 anos de estrada, Eric Galdyanz segue fiel à sua essência artística e ao compromisso com a música. Seu conselho para novas gerações é direto: estudo, dedicação e respeito ao instrumento vocal são indispensáveis.

“Não tome a música como hobby. Seja honesto na mensagem que quer passar e tenha muito respeito com a sua voz”, conclui.

Em um cenário muitas vezes marcado pela efemeridade, Eric representa a resistência — um artista que entende o tempo não como inimigo, mas como elemento fundamental na construção de uma trajetória sólida e verdadeira dentro do heavy metal mundial.



Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.


domingo, 10 de maio de 2026

O Peso da Experiência: músicos brasileiros brilham ao lado de Robert Lowe na turnê “Discipline of Doom”




A turnê “Discipline of Doom” marcou um momento especial para os fãs do heavy metal tradicional no Brasil. Liderada pelo lendário vocalista Robert Lowe, a passagem do cantor pelo país também evidenciou a força e a competência dos músicos brasileiros que dividiram o palco com uma das vozes mais respeitadas do doom metal mundial.

Entre os destaques da tour estiveram os instrumentistas Fábio Carito, Bruno Luiz e Rodrigo Abelha, que entregaram apresentações sólidas, técnicas e carregadas de personalidade durante os shows da turnê promovida por Susi dos Santos do Som do Dharma e Wellington.

Dividir o palco com uma referência histórica do metal mundial exigiu dedicação intensa dos músicos envolvidos. O processo de ensaios foi marcado por profissionalismo, troca de experiências e muito respeito pela trajetória construída por Robert Lowe ao longo das décadas.

Segundo relatos dos músicos, os ensaios aconteceram de maneira dinâmica e focada, buscando preservar a essência clássica das composições enquanto adaptavam a performance à identidade e energia da banda brasileira de apoio. O encontro entre artistas de diferentes culturas e trajetórias acabou fortalecendo ainda mais o intercâmbio entre a cena nacional e internacional do heavy metal.

Para Fábio Carito, a experiência representou mais do que apenas acompanhar um artista lendário: foi uma oportunidade de aprendizado e valorização do trabalho desenvolvido há anos na cena underground brasileira.

Bruno Luiz destacou a importância de tocar ao lado de um vocalista que influenciou gerações de músicos do doom metal, ressaltando o impacto emocional de executar músicas históricas diante de um público apaixonado pelo gênero.

Já Rodrigo Abelha chamou atenção para o comprometimento coletivo durante toda a turnê, enfatizando a disciplina musical e o respeito entre os integrantes envolvidos no projeto.

A participação dos músicos brasileiros ao lado de Robert Lowe reforça algo que fãs e artistas já reconhecem há muito tempo: o Brasil possui talentos extremamente qualificados dentro do heavy metal.

Mesmo enfrentando limitações estruturais, bandas nacionais continuam conquistando espaço no exterior graças à qualidade técnica, autenticidade artística e dedicação independente. Muitos músicos brasileiros acabam sendo reconhecidos fora do país antes mesmo de alcançarem grande visibilidade dentro do próprio cenário nacional.

Os integrantes envolvidos na “Discipline of Doom” também ressaltaram diferenças importantes entre a cena brasileira e a internacional. Em países europeus e nos Estados Unidos, existe maior incentivo cultural, estrutura profissional e valorização financeira para artistas do rock e metal. No Brasil, por outro lado, boa parte das bandas independentes precisa lidar com altos custos de produção, dificuldades de circulação, pouca abertura na mídia tradicional e escassez de investimento cultural voltado ao gênero.

Ainda assim, o público brasileiro segue sendo um dos mais apaixonados do mundo quando o assunto é heavy metal. Essa conexão intensa entre artistas e fãs mantém a cena viva, mesmo diante dos desafios enfrentados diariamente.

Os músicos também destacaram os obstáculos enfrentados por artistas independentes no país. Entre os principais desafios estão:


* Falta de incentivo financeiro e patrocínio;

* Poucos espaços dedicados ao rock e metal autoral;

* Dificuldades logísticas para turnês nacionais;

* Alto custo de equipamentos e produção;

* Necessidade de conciliar música com outras atividades profissionais.

Mesmo diante desse cenário, bandas brasileiras continuam produzindo discos, realizando shows e fortalecendo a cultura underground com dedicação e resistência.

A experiência ao lado de Robert Lowe também serviu como inspiração para novos músicos. O conselho deixado pelos artistas é direto: persistência, estudo constante e profissionalismo são fundamentais para quem deseja construir uma trajetória sólida dentro do metal.

Além do talento musical, é necessário desenvolver disciplina, organização e respeito pelo público. Construir uma banda exige comprometimento coletivo, identidade artística e muita perseverança diante das dificuldades naturais da cena independente.

Os músicos também reforçaram a importância da união entre bandas, produtores, casas de show, imprensa especializada e fãs para fortalecer o cenário nacionalAo final da turnê, os músicos fizeram questão de agradecer ao público brasileiro pela recepção calorosa durante os shows da “Discipline of Doom”. A energia dos fãs foi apontada como um dos pontos mais marcantes da experiência vivida ao lado de Robert Lowe.


Também houve reconhecimento especial ao trabalho desenvolvido pelo blog e canal PANORAMA CULTURAL POR JOHANN PEER, que segue apoiando, divulgando e valorizando artistas independentes da cena rock e metal nacional.


Em tempos onde a música autoral enfrenta tantos desafios, iniciativas voltadas à cultura underground tornam-se fundamentais para preservar a história, fortalecer bandas emergentes e manter viva a paixão pelo heavy metal no Brasil.


Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

UM TRIBUTO BAND: projeto brasileiro celebra o legado eterno do heavy metal com supergrupo de estrelas nacionais





Em um cenário onde a memória musical se torna cada vez mais valiosa, o projeto Um Tributo Band surge como uma poderosa iniciativa para manter viva a chama do heavy metal. Idealizado por Rafael Yamada, o projeto reúne músicos consagrados da cena nacional para homenagear ícones que marcaram gerações — muitos deles já fora dos palcos ou que deixaram um legado imortal.



Com o lema de que “o metal está mais vivo do que nunca”, o Um Tributo Band nasce com uma proposta sólida e emocional: reverenciar grandes nomes do gênero, como Ozzy Osbourne e sua trajetória tanto solo quanto com o Black Sabbath, além de outras lendas que moldaram a história do som pesado.


A iniciativa se destaca por reunir verdadeiros “times de peso” — músicos experientes e atuantes no cenário atual — para formar bandas tributo exclusivas. Cada formação é pensada para recriar com fidelidade e intensidade a essência dos artistas homenageados, proporcionando ao público uma experiência autêntica e carregada de emoção.



A formação do projeto impressiona pela qualidade e diversidade de seus integrantes, que trazem consigo trajetórias relevantes dentro do metal brasileiro:


* Jéssica Falchi (ex-Crypta, Iron Ladies)

* Zozi Silveira (Fossilization e Blackning)

* Kiko Shred (Viper)

* Fabricio Ravelli (ex-Hirax)

* Silvano Aguilera (Woslom)

* Renê Simionato (Torture Squad)

* Thiago Monstrinho (Worst)

* Além do próprio Rafael Yamada (ex-Project46 e Claustrofobia)


Essa união reforça o caráter colaborativo e respeitoso do projeto, que é feito “por quem vive o metal” — um diferencial que garante legitimidade artística.


A estreia oficial aconteceu em 7 de dezembro de 2025, com o espetáculo “Um Tributo ao Ozzy”, realizado no Centro Cultural da Juventude Vila Nova Cachoeirinha e transmitido ao vivo pela KISS FM.


O evento contou com participações de nomes como Bruno Sutter, além de integrantes do projeto. O impacto foi imediato: antes mesmo do início da apresentação, o espaço atingiu sua capacidade máxima, obrigando o fechamento das portas — um indicativo claro da força e da demanda por iniciativas desse tipo no Brasil.


Para 2026, o Um Tributo Band já projeta expansão. A ideia é consolidar ao menos quatro formatos fixos de tributo, cada um com formações específicas, permitindo uma agenda mais ampla e diversificada pelo país.


O objetivo é claro: circular por diferentes regiões do Brasil levando não apenas shows, mas experiências culturais que conectem fãs às raízes do metal, celebrando ídolos e criando novas memórias para o público.


Mais do que um projeto musical, o Um Tributo Band se estabelece como um movimento cultural. Em tempos de transformação na indústria musical, iniciativas como essa reafirmam a relevância do heavy metal como expressão artística e identidade coletiva.


Ao honrar lendas e reinterpretar clássicos com respeito e intensidade, o projeto não apenas preserva o passado — ele impulsiona o futuro do gênero.


O Um Tributo Band prova que o metal não é apenas um estilo musical — é um legado vivo. E enquanto houver músicos comprometidos e público apaixonado, essa chama continuará acesa, ecoando alto e forte pelos palcos do Brasil.


Serviço e contatos


* Instagram:

https://www.instagram.com/umtributoband


*Facebook: https://www.facebook.com/share/1EALVoXsRJ/


* WhatsApp:

 (11) 95600-1081


* E-mail: 

yamadarafael1@gmail.com


* YouTube: 

www.youtube.com/@rafayamada



Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158/SP e, também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.




Guitar Legends: projeto celebra a cultura da guitarra e conecta gerações no rock

 


Com uma proposta que une tradição, virtuosismo e renovação artística, o projeto Guitar Legends vem se consolidando como uma das mais relevantes iniciativas de valorização da guitarra no cenário musical brasileiro. Idealizado pelo guitarrista Kleber K. Shima, o projeto nasceu em 2007 sob o nome “Tributos aos Heróis da Guitarra” e, em 2025, ganhou nova identidade, refletindo uma fase mais ampla e contemporânea.

Mais do que um espetáculo musical, o Guitar Legends é uma experiência cultural que busca aproximar diferentes gerações por meio da guitarra — instrumento símbolo do rock e de sua evolução ao longo das décadas. Com repertório cuidadosamente selecionado, o projeto destaca o potencial expressivo do instrumento, despertando no público tanto a memória afetiva quanto o interesse em novos aprendizados musicais.

Entre os clássicos interpretados, estão obras consagradas como “Comfortably Numb” da banda Pink Floyd, 

“Sometimes I Feel Like Screaming”do Deep Purple,“Mr. Crowley” de Ozzy Osbourne, além de “Right Now” do Van Halen e “Sultans of Swing”do Dire Straits. O repertório ainda dialoga com nomes contemporâneos, como Slash.

Ao longo de sua trajetória, o Guitar Legends passou por espaços culturais relevantes de São Paulo, como o Centro Cultural Vergueiro, o Teatro UNICID e o Teatro Olido, sempre reunindo músicos de destaque.

Entre os convidados especiais que já participaram do projeto estão nomes como Faíska, Leandro Caçoilo, Ricardo Marins e Luiz Carlini — artistas que representam diferentes vertentes e gerações do rock nacional.

O Guitar Legends também se destaca pela qualidade de seus músicos fixos e colaboradores, reunindo profissionais experientes e atuantes no cenário musical.

O contrabaixista Vlad Carvalho, com mais de duas décadas de carreira, traz consistência sonora e versatilidade ao projeto. Com formação em instituições como o Conservatório Villa-Lobos e a EMESP Tom Jobim, Vlad também atua como produtor de conteúdo digital, contribuindo para a formação de novos músicos.

Já o vocalista Leandro Caçoilo, reconhecido como um dos grandes nomes do metal nacional, possui trajetória sólida que inclui passagens por bandas como Viper e destaque no cenário desde os anos 1990. Além dos palcos, atua como professor de técnica vocal, formando novas gerações.

Na bateria, Fernando Porto soma décadas de experiência, com mais de 1200 apresentações ao lado da banda Hot Rocks, além de participação em projetos autorais e atuação como educador musical.

Completando a formação, o guitarrista e tecladista Renê Sanches agrega sofisticação técnica e versatilidade, com formação acadêmica em música e atuação em bandas e projetos diversos no circuito paulistano.

Kleber K. Shima: idealizador e agente cultural

À frente do projeto, Kleber K. Shima se destaca não apenas como músico, mas como educador e empreendedor cultural. Fundador do Instituto Musical IMKS, com unidades nos bairros Jardins e Santana, Shima possui carreira consolidada como professor, produtor e curador de projetos inovadores.

Entre suas iniciativas estão o documentário Rock 360, projetos sociais voltados à terceira idade e a organização de excursões para a NAMM Show, considerada a maior feira de música do mundo.

O Guitar Legends vai além do entretenimento: trata-se de um projeto que une performance, educação e preservação cultural. Ao revisitar clássicos e abrir espaço para novas interpretações, a iniciativa mantém viva a essência do rock e reforça a importância da guitarra como ferramenta de expressão artística.

Em constante evolução, o projeto segue ampliando seu alcance e reafirmando seu compromisso com a excelência musical e a formação de público — consolidando-se como uma referência no cenário cultural brasileiro.

Para acompanhar novidades e agenda do projeto, acesse o perfil oficial:

👉 Instagram: https://www.instagram.com/guitarlegendsproject



Johann Peer é Jornalista responsável sob número 65.158/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.


domingo, 3 de maio de 2026

MIDGARD se destaca na turnê “Discipline Of Doom” ao lado de lenda do doom metal em SP e Sorocaba





A banda MIDGARD reafirmou sua força no cenário do heavy metal nacional ao participar da turnê brasileira “Discipline Of Doom”, liderada por Robert Lowe, ex-vocalista das icônicas Candlemass e Solitude Aeturnus. As apresentações aconteceram nos dias 10 e 11 de março, passando por São Paulo e Sorocaba, consolidando uma das agendas mais relevantes do doom metal no país em 2026.



                                                         Imagem 1:Mazzei

Integrando o lineup de abertura ao lado de nomes do underground, a MIDGARD teve papel de destaque ao levar sua sonoridade densa e atmosférica a um público já conectado com o peso e a tradição do gênero. A turnê apresentou um repertório centrado nos clássicos do doom metal, reunindo fãs e fortalecendo o intercâmbio entre artistas internacionais e a cena brasileira 

.Na apresentação em Sorocaba, realizada no tradicional circuito underground da cidade, a banda entregou uma performance consistente, marcada por riffs carregados e uma estética sombria alinhada à proposta do evento. O show integrou uma programação extensa, que reuniu diferentes representantes do estilo antes da aguardada performance de Robert Lowe 

.Com trajetória iniciada no final dos anos 1990, a MIDGARD vem se consolidando como um dos nomes relevantes do doom/heavy metal brasileiro, mantendo uma identidade sonora sólida e fiel às raízes do gênero 

. Sua participação na turnê “Discipline Of Doom” reforça esse posicionamento, ampliando sua visibilidade e conexão com novos públicos.

A realização do evento ficou a cargo da produtora Som do Dharma, sob liderança de Susi dos Santos, responsável por viabilizar a passagem do projeto pelo Brasil e contribuir para o fortalecimento da cena independente.

A presença da MIDGARD na turnê de Robert Lowe não apenas elevou o nível das apresentações nacionais, como também evidenciou a vitalidade do metal underground brasileiro — mostrando que bandas locais seguem prontas para dividir palco com lendas do gênero em performances à altura.

Formada na capital paulista, a MIDGARD carrega em seu nome uma referência direta à mitologia nórdica, mais especificamente ao reino dos humanos na cosmologia viking. Essa identidade não fica apenas no conceito: ela se reflete também na sonoridade da banda, que transita entre o metal tradicional, o power metal e elementos mais extremos, criando uma experiência sonora densa e envolvente.

“A MIDGARD constrói sua musicalidade com riffs marcantes, vocais intensos e uma base rítmica sólida. As composições exploram temas como batalhas internas, mitologia, referência humana e resistência — elementos que dialogam diretamente com o espírito do metal clássico, mas com uma abordagem contemporânea”. - Johann Peer.

Além disso, a banda demonstra maturidade ao equilibrar técnica e emoção, evitando excessos e priorizando a construção de atmosferas que conectam o ouvinte à narrativa das músicas.

Nos palcos, a MIDGARD entrega performances energéticas e consistentes, reforçando sua identidade visual e sonora. Em um cenário competitivo como o de São Paulo, a banda tem conquistado espaço ao dividir line-ups com nomes relevantes do underground e participar de eventos voltados ao fortalecimento da cena independente.

Essa presença constante evidencia não apenas o comprometimento do grupo, mas também sua capacidade de engajar o público — um fator essencial para a consolidação de qualquer projeto musical.

Com trabalhos autorais em desenvolvimento, a MIDGARD segue investindo em produção musical e divulgação digital, utilizando plataformas de streaming e redes sociais para ampliar seu alcance. A estratégia acompanha uma tendência crescente entre bandas independentes, que encontram no ambiente online uma forma de romper barreiras geográficas.

O futuro aponta para novos lançamentos e possíveis turnês, consolidando ainda mais o nome da banda dentro do circuito nacional.

A MIDGARD representa a força criativa do metal produzido em São Paulo: autêntico, resistente e em constante evolução. Em meio a um cenário desafiador, a banda mostra que o underground segue vivo — e mais relevante do que nunca.

Para quem acompanha o heavy metal brasileiro, vale a pena ficar de olho nos próximos passos da MIDGARD. O som pode até nascer no subterrâneo, mas o impacto tem potencial para alcançar horizontes muito maiores.


Imagem 2:Mazzei


Johann Peer é Jornalista responsável sob o número 65.158/SP e também vocalista e co
mpositor da banda PEER & INUMANOS.



O protagonismo das mulheres no rock brasileiro: da pioneira Nora Ney à força da nova geração do underground

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