Panorama Cultural Johann Peer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

THE FINAL SHOW OZZY OSBOURNE/BLACK SABBATH




A histórica despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath dos palcos no festival “Back to the Beginning”.

Um adeus épico à altura de lendas, onde o Black Sabbath formado em 1968, é considerado um dos grandes pais do Metal na História da música contemporânea, atravessando e influenciando gerações. Um espetáculo marcado por emoção, peso, nostalgia e uma verdadeira celebração da história do Rock e do Metal mundial.

O mundo do Rock viveu um momento histórico e inesquecível no último fim de semana: o derradeiro show de Ozzy Osbourne, encerrando oficialmente sua carreira solo e também colocando um ponto final na trajetória do Black Sabbath, justamente em sua cidade natal, no lendário estádio do Villa Park, em Birmingham, Inglaterra.

O evento, batizado de Back to the Beginning, fez jus ao nome ao reunir em um único festival algumas das maiores bandas do planeta e uma constelação de artistas que representam várias gerações do Rock e do Metal. Mais do que uma despedida, o festival foi uma ode à herança musical deixada por Ozzy — e do Black Sabbath à sua brilhante e controversa carreira tanto como frontman da histórica e icônica banda, bem como em sua carreira solo.

Um Line-up Monumental:

No palco principal, desfilaram gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Pantera, Alice in Chains, Mastodon, Rival Sons, Lamb Of God, Halestorm, Anthrax, Gojira, entre outros pesos-pesados. Além das bandas, o festival contou com supergrupos formados exclusivamente para esta ocasião, com participações especiais que só um evento deste porte poderia proporcionar.

Entre os nomes que dividiram os holofotes em homenagem a Ozzy, destacaram-se: Steven Tyler (Aerosmith), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Sammy Hagar (Van Halen), Tobias Forge (Ghost), Whitfield Crane (Ugly Kid Joe) e Yungblud nos vocais, além de uma seleção de guitarristas lendários como Tom Morello (Rage Against the Machine), Nuno Bettencourt (Extreme), Ronnie Wood (Rolling Stones, Faces), Scott Ian e Frank Bello (Anthrax), Vernon Reid (Living Colour), K.K. Downing (ex-Judas Priest), Adam Jones (Tool) e Andrew Watt (produtor de Ozzy e outras estrelas do rock atual).

Nos contrabaixos, nomes icônicos como Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Whitesnake, Dio) e David Ellefson (ex-Megadeth) trouxeram peso e técnica. A cozinha rítmica também foi brilhantemente representada por Mike Bordin (Faith No More, ex-Ozzy), Danny Carey (Tool), Travis Barker (Blink-182), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e II (Sleep Token). Nos teclados, Adam Wakeman — fiel escudeiro de Ozzy nas últimas décadas — completou o time estelar.

Brasil representado:

O Brasil também marcou presença de forma notável neste capítulo final da história de Ozzy e Black Sabbath. Logo na abertura do festival, o baterista Eloy Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura, Gloria, Andre Matos) fez uma participação especial, sendo ovacionado pelo público. Outro brasileiro, João Nogueira, também integrou a equipe como músico de apoio, reforçando a conexão global da música pesada.

Um legado eterno — e solidário

Mais do que uma celebração, o evento teve também um caráter beneficente. Todo o lucro arrecadado foi destinado a três instituições de caridade: Cure Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice, refletindo o lado humano por trás do Madman- “Príncipe das Trevas”.

O show final de Ozzy foi uma jornada emocional, com clássicos como “Crazy Train”, “Mr. Crowley”, “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e, claro, a frente do Black Sabbath, dando voz pela última vez à músicas icônicas da história do Metal e também do Rock mundial como: “Paranoid”,”Iron Man” “N.I.B.” e “War Pigs” eternizando o momento com a voz trêmula, mas ainda poderosa, de um artista que atravessou gerações com autenticidade e intensidade.

Back to the Beginning não foi apenas um festival. Foi um rito de passagem. Um adeus digno de um rei junto ao Black Sabbath, uma das bandas mais lendárias e inesquecíveis de toda a história do Metal e do Rock que redefiniu todo um conceito com seu estilo próprio marcante, que através das suas obras nos deixa um valoroso quanto definitivo legado, que será perpétuo enquanto a humanidade existir. Um momento único para quem presenciou. Um ponto final que ecoará como riff eterno na memória do rock.

*Matéria realizada em 09 de Julho de 2025, e publicada pelo Blog Rock Brasileiro Underground

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