Panorama Cultural Johann Peer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Adson do Brito Velho: A Filosofal Arte de Professar a História de Salvador





 Este é o Professor de História, Filósofo, Psicólogo, Teatrólogo e Tec. Turismo, Adson Brito do Velho, egresso da periferia de Salvador, mais precisamente do bairro da Cidade Nova. Diretor teatral, com montagens nos palcos baianos: “A Falecida”, texto clássico de Nelson Rodrigues, “A Vingança do Padre”, “Almas Acorrentadas”, “Diários de Psicopatas”, dentre outros. Quando criança, com uns 9, 10 anos de idade, todas as noites, ia para casa do seu avô Otacílio, que morava próximo, e ele contava episódios sobre a História do Brasil. Eram histórias fantásticas, que o encantavam e que depois, já adulto, descobrira que não eram verdadeiras. Este, mostrava objetos e artefatos antigos, citando personagens históricos, como Zumbi e Tiradentes, dizia que os conhecerá pessoalmente, dentre outras fantasias, que Adson ainda garoto, ficava fascinado, querendo ser professor e fazer as pessoas “viajarem”, bem como “viajava” nas histórias maravilhosas do avô Otacílio. Mas, destacam-se os seus pais (In Memorian), Rosália e Alberto, que eram semianalfabetos, mas priorizaram os meus estudos. E a escolha e confirmação para ser professor, quando criança, ganhara do seu pai um quadro negro com uma caixa de giz. A partir dali, não tivera mais dúvidas, em relação à profissão a seguir. O ofício de lecionar para o Prof. Adson, é extremamente prazeroso. Lecionar para ele, é quase orgástico. Aos discentes, os convida para uma troca de experiências e saberes, onde também, aprende muito com eles. De início, chegam desmotivados, mas vai trabalhando e despertando a consciência crítica do ato de aprender. Diz que: "estamos ali, não apenas para aprendermos História, mas para fazermos parte da História. Sermos agentes ativos no processo de transformação". Trabalha com a realidade de cada um deles, dentro das possibilidades cabíveis. Como por exemplo, solicitara a uma classe de alunos que pesquisassem sobre as belezas de seus bairros. Muitos se queixavam a dizer que seus locais aonde residiam não tinham nada de positivo a oferecer. Só haviam pontos negativos como: tráfico, violência, discriminação, e exclusão. Recentemente, pedira que eles pesquisassem a história dos bairros que eles moram. Muitos lhes diziam: “meu bairro não tem nada de interessante, só violência”, “onde moro, só tem o tráfico de drogas”, dentre outras respostas. Insistira na pesquisa, encorajando-os, que, em todas as comunidades, apesar das mazelas, problemas sociais graves, haveriam coisas maravilhosas, que muitas das vezes, não são divulgadas por parte da imprensa. Dessa feita, Uma aluna, lhe testemunhou: “professor, moro há 62 anos na Liberdade, e não conhecia quase nada do meu bairro. Estou apaixonada pela história do meu bairro!” O Professor de História crê que: a família é de uma importância fundamental no processo de educação dos jovens. "Infelizmente, muitos pais, acreditam que matriculando e mandando o jovem para o colégio, já fizeram a sua parte. A realidade é outra: é preciso acompanhar, sentar e dialogar com os professores, e filhos, orientar, saber o que pensam, seus medos, angústias, planos dos seus pequenos”. Prof. Adson, quer passar o legado que e a educação, os estudos, a escolha da carreira, o saber direcionar a sua vida, a escolha dos seus valores, são importantes para todo o sempre. “Educação é uma arma poderosa, que transforma vidas, sonhos e realidades. E nunca foi verdadeiramente valorizada pelos nossos governantes, pois eles têm medo que o povo tome consciência da sua força, dos seus direitos, passe a questionar, cobrar e dar o troco nas urnas. Afinal, a quem interessa um povo sem consciência política dos seus direitos, do seu espaço, do apagamento proposital da sua história?” Questiona. Professor Adson, mantém um grupo no Facebook, chamado Salvador Tem Muitas Histórias, onde conta as origens dos bairros da capital baiana, dos monumentos históricos da nossa Bahia, e de lendas urbanas da nossa cidade, como a Mulher de Roxo, o Guarda Pelé, Jayme Figuram dentre outros. Milhares de pessoas, de todo o país e vários lugares do mundo, que curtem o grupo, nascente no momento mais complicado e crítico da pandemia, e em função do isolamento social, resolvera criar algo para enfrentar o momento pandêmico e também ajudar pessoas que estavam em casa, sem muitas opções nas redes. E segundo o mesmo, a aceitação foi imediata, muitas pessoas se identificaram, agradeceram, dizendo que foi o melhor presente durante a pandemia, que redescobriram sua terra. Sem falar que servira para matar as saudades dos que estavam/estão em todos os cantos do país e do mundo. A partir daí, passara ser requisitado para os jornais da cidade, entrevistas quinzenais para o programa Metrópole Turismo 101,3 FM. D Filosoficamente, Adson, não acredita que somos produtos do meio, mas somos influenciados. Assim como, influenciamos também, o meio em que vivemos. Acredita que, o meio é produto do nosso fazer, do nosso construir, e como disse Geraldo Vandré, em “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores”, “quem sabe a faz a hora, não espera acontecer”. Sobre seus futuros projetos diz: Em primeira mão para a Revista da Quebrada: Ele está escrevendo um texto de teatro, sobre as lendas urbanas da velha salvador (Mulher de Roxo, o andarilho Jayme Figura, a primeira travesti assumida da Bahia, que foi Floripes, dentre outras personas).E finaliza esta com as seguintes reflexões: O blog PANORAMA CULTURAL está de parabéns, pois é um serviço de utilidade pública, prima pela qualidade, seriedade e principalmente ética, no trato da notícia, bem como a abordagem com os profissionais entrevistados. “Sugiro, e farei também, que professores de todo o país, trabalhem com seus alunos com os conteúdos nela abordados, pois todos nós, professores, alunos e comunidades, sairemos ganhando. Vida longa e sucesso ao blog PANORAMA CULTURAL . Gratidão!"


Johann Peer é Jornalista responsável pelo número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.


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